Polícia Civil do Rio de Janeiro

“O mais sanguinário dos capos do bicho”, diz superintendente da PF sobre Adilsinho

Captura de Adilsinho é considerada a prisão do "mais sanguinário dos capos do bicho"

26/02/2026 15h44

A detenção de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi descrita como a prisão “do mais sanguinário dos capos do jogo do bicho” pelo superintendente da Polícia Federal no Rio, delegado Fabio Galvão. A declaração foi feita em um vídeo após a operação que resultou na prisão do contraventor, ocorrida nesta quinta-feira em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

A ação faz parte da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que une a Polícia Federal e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, além de contar com a participação do Serviço Aeropolicial.

Operação Libertatis II

A operação levou à prisão de Adilsinho, suspeito de ser o líder de uma organização criminosa armada e transnacional, ligada à falsificação de cigarros, trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro.

Ação na Maré

A Polícia Militar também realizou uma operação com cerca de 200 agentes no Complexo da Maré, onde moradores relataram troca de tiros. A operação envolveu veículos blindados e unidades especializadas em áreas controladas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

Galvão comentou sobre a dificuldade da prisão, mencionando que esta foi a terceira tentativa, prejudicada pela proteção que a máfia do jogo do bicho, em especial, tem de policiais. Ele ressaltou que a captura é fruto da “resiliência das equipes” em um trabalho árduo e complexo.

Fechamento de fábricas clandestinas

O superintendente também destacou que a investigação resultou no fechamento de três fábricas clandestinas de cigarros, consideradas uma das principais fontes de renda da organização criminosa, que também inclui a exploração de máquinas caça-níqueis e do próprio jogo do bicho.

Homicídios relacionados

O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, participou do pronunciamento e enfatizou a gravidade das acusações contra Adilsinho. Ele revelou que o contraventor é investigado por dezenas de homicídios, com apurações realizadas pelas delegacias de homicídios da Capital, da Baixada Fluminense e da região de Niterói e São Gonçalo. Curi mencionou crimes envolvendo rivais, desafetos, membros da máfia do cigarro e até policiais.

O secretário informou que existem três mandados de prisão por homicídio expedidos contra o contraventor, incluindo investigações sobre a morte de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e outros casos relacionados à organização criminosa. Ele também destacou a investigação sobre o assassinato do policial penal Bruno Killer, pelo qual Adilsinho já foi indiciado e aguarda a emissão de mandado judicial.

Entre os crimes de maior repercussão, Curi mencionou o assassinato de um advogado em fevereiro de 2024, ocorrido à luz do dia nas proximidades da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao lado do Ministério Público e da Defensoria Pública. “Uma ação extremamente ousada da quadrilha desse criminoso”, declarou.


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