Núcleos galácticos ativos: por que eles brilham tanto? Saiba tudo no Olhar Espacial
Núcleos galácticos ativos e seu brilho intenso
Conforme reportado pelo Olhar Digital, cientistas, utilizando o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, descobriram o par de buracos negros supermassivos mais próximos já registrado, com uma separação de cerca de 300 anos-luz.
Esses buracos negros estão situados em galáxias em processo de colisão e são alimentados por gás e poeira. Esse fenômeno resulta em um brilho intenso, levando-os a serem classificados como núcleos galácticos ativos (AGN). Essa região compacta no centro de uma galáxia apresenta uma luminosidade muito superior à habitual em pelo menos uma parte do espectro eletromagnético, com características que demonstram que essa luz não é originada por estrelas.
A pesquisa, liderada pela astrofísica brasileira Anna Trindade Falcão, foi publicada em setembro de 2024 no periódico The Astrophysical Journal. Anna é uma das convidadas do Programa Olhar Espacial nesta sexta-feira (27), onde participará de um bate-papo sobre buracos negros supermassivos e seu papel na formação do Universo, com foco nos AGNs.
Atuando no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, Anna colabora com o Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian, a Universidade Católica da América e o Instituto Nacional de Astrofísica (INAF) da Itália. Sua pesquisa foca na acreção e feedback de buracos negros, examinando a interação entre AGNs e suas galáxias hospedeiras. Ela utiliza observações de alta resolução e múltiplos comprimentos de onda, incluindo Chandra, HST, JWST, ALMA e MUSE, para investigar ventos multifásicos e a evolução do gás ionizado e molecular.
Nesta edição, também teremos a participação da jovem paraibana Nivea Maria Silva, graduada em Licenciatura em Geografia pela Universidade Norte do Paraná e especialista em docência na educação profissional e em Neuropsicopedagogia. Ela é apaixonada por astronomia e divulgação científica, atuando como professora no ensino médio em Matureia, no Sertão da Paraíba. Nivea tem participado dos Encontros Paraibanos de Astrofotografia desde 2015 e coordenou projetos de popularização da Astronomia no Instituto Federal da Paraíba. Além disso, foi voluntária no projeto Astrominas da Universidade de São Paulo, visando a popularização da Ciência entre meninas.
Programa especial voltado para mulheres na astronomia
O programa desta noite faz parte de uma série especial inspirada no projeto “Mulheres e Meninas na Astronomia” da União Astronômica Internacional (IAU), que promove a participação feminina nas ciências espaciais. Este projeto é ativo durante todo o ano, com um foco especial em datas como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro) e o Dia Internacional da Mulher (8 de março).
O episódio da semana passada contou com a participação da pesquisadora Catarina Aydar e da estudante Júlia Bianchi, no segundo programa da temporada dedicada às mulheres na astronomia. Assista na íntegra em nossas plataformas.
Como acompanhar o Programa Olhar Espacial
Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), o programa é transmitido ao vivo todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.
Marcelo é formado em jornalismo pela Unitau (Taubaté-SP) e possui especialização em gramática. Com experiência como assessora parlamentar e freelancer da revista Veja e do antigo site OiLondres, ele traz um olhar crítico e informativo ao programa.
← Voltar para as notícias