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Novos Master? Analistas pedem cautela para investimentos nestes bancos; veja lista

Cuidado com os Novos Investimentos em CDBs

A recente oferta de 135% do CDI tem atraído a atenção de muitos investidores, mas a cautela é recomendada.

Nesta quarta-feira (25), o aplicativo de corretoras de investimentos exibe opções de CDBs com taxas acima da média do mercado. Um levantamento realizado pela reportagem do i10 revela que há produtos para diversas estratégias. Para quem busca títulos prefixados, há alternativas que podem render até 17% ao ano, com vencimento em 2027.

Esses títulos são emitidos pelo Digimais, um banco digital que tentou ser vendido, mas a negociação não avançou devido à falta de interesse. O investimento é considerado de alto risco, com uma classificação de 26 em uma escala de 0 a 30.

O Digimais enfrenta problemas de governança e inconsistências em sua carteira de crédito. Além disso, por ser uma empresa de capital fechado, seus documentos financeiros não são públicos, dificultando uma avaliação mais precisa da sua situação, conforme reportado pelo Valor.

A oferta de títulos com alta remuneração é um padrão que já foi observado com o Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central no ano passado. Tais produtos costumam ser vendidos no mercado secundário, oferecendo rentabilidade atrativa para compensar a insegurança.

Embora os CDBs estejam cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o investidor deve estar ciente de que depender desse reembolso pode não ser a melhor estratégia. O tempo entre a liquidação do banco e o pagamento pode corroer os rendimentos, como ocorreu no caso do Master.

Investidores também devem ficar atentos a outros bancos como Banco Paulista, Luso, Omni e Arbi, que apresentam riscos semelhantes.

O Digimais, anteriormente conhecido como Banco Renner, foi adquirido pela holding do pastor Edir Macedo em 2013. Desde então, o banco tem enfrentado aumento na inadimplência, levando a família controladora a injetar capital repetidamente. No ano passado, passou por reestruturações sob a supervisão do Banco Central e tentou ser vendido para Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, mas sem sucesso.

O Nubank também considerou a compra da fintech após uma proposta do Banco Central, mas essa negociação não avançou. A reportagem tentou contato com o Digimais, mas não obteve resposta.

Em resposta, a Omni ressaltou sua solidez patrimonial e eficiência operacional, projetando uma rentabilidade positiva para 2026. A instituição recebeu mais de R$ 600 milhões em aportes nos últimos dois anos, fortalecendo sua estrutura. Com um Índice de Basileia de 16%, a Omni se mostra sólida em relação às exigências regulatórias.

A Omni também concluiu recentemente a emissão de R$ 500 milhões em Letras Financeiras, atraindo investidores institucionais, incluindo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), reforçando a confiança em sua governança.


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