Novos casos de estupro por grupo de Copacabana são investigados no Rio
Novos casos de estupro em Copacabana estão sob investigação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a investigação de mais dois casos de estupro envolvendo alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II. Os crimes foram cometidos por integrantes do mesmo grupo que estuprou uma estudante de 17 anos em janeiro deste ano, em Copacabana.
Uma das denúncias refere-se a uma jovem que, na época do crime, tinha apenas 14 anos e atualmente está com 17.
Na 12ª Delegacia de Copacabana, a segunda vítima relatou, em depoimento na segunda-feira (2), que os acusados insinuaram ter gravado imagens da violência em 2023, utilizando isso como forma de chantageá-la para não denunciá-los.
A mãe da jovem também informou que, assim como a primeira vítima, a filha conhecia um dos envolvidos, o único adolescente do grupo. O crime teria ocorrido na residência de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia civil nesta terça-feira (3) após estar foragido.
O delegado responsável, Antônio Lages, destacou que o modus operandi foi similar: o adolescente infrator ganhava a confiança da vítima e a atraía para um apartamento, onde estava acompanhado de Matheus e uma terceira pessoa.
A polícia planeja solicitar análise telemática para recuperar dados de celulares dos denunciados.
Um terceiro caso foi descoberto também nesta terça-feira. A mãe da nova vítima informou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado sua filha durante uma festa junina em um salão.
O delegado destacou que, no início das investigações, não era possível afirmar se o ato foi realizado por todo o grupo ou por um único membro.
Lages ressaltou a importância de que outras possíveis vítimas procurem a polícia para relatar os incidentes. Ele relatou que a primeira vítima saiu do apartamento muito abalada e conseguiu contar o que aconteceu para o irmão e a mãe, que não hesitaram em procurar as autoridades.
O depoimento da vítima coincidiu com as lesões identificadas pelo exame de corpo de delito, despertando a atenção da polícia para a seriedade do caso. A jovem apresentava lesões no órgão sexual e nas costas, além de uma suspeita de fratura na costela.
Os dois acusados que ainda não se entregaram devem se apresentar à polícia entre esta terça e quarta-feira (4).
Lages afirmou que Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. Simonin, que está ligado a pelo menos dois dos casos investigados, é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simoni, que será exonerado.
O adolescente que atraiu a vítima ainda não possui mandado de prisão expedido. João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima, já se entregou.
O delegado enfatizou a importância do respeito aos limites durante relacionamentos sexuais, ressaltando que "não é não".
Os acusados podem se apresentar em qualquer delegacia do estado. A Agência Brasil não conseguiu contato com as defesas dos réus, deixando espaço aberto para possíveis posicionamentos.
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