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Novo racha bolsonarista tem cobrança de Eduardo, briga com Nikolas, e Michelle fritando 'bananinha'

Racha Interno no PL Aprofunda Conflitos entre Bolsonaristas

O clima de tensão dentro do PL se intensificou nos últimos dias, com cobranças abertas e discussões acaloradas nas redes sociais entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O novo capítulo dessa disputa pelo controle do partido começou no dia 12 de outubro, quando Nikolas anunciou uma manifestação marcada para 1° de março, com o lema "Fora, Lula, Moraes e Toffoli".

Parlamentares do PL, tanto federais quanto estaduais, reagiram rapidamente, promovendo um novo chamado para o protesto. Eles decidiram priorizar a pauta da anistia e a derrubada do veto do PL da Dosimetria, deixando de lado o "Fora, Toffoli".

Esses deputados, mais próximos do núcleo duro do bolsonarismo, criaram até um grupo de WhatsApp para organizar o ato na Avenida Paulista, esvaziando a liderança de Nikolas. Essa estratégia se assemelha à postura do senador Flávio Bolsonaro, que, como pré-candidato à presidência, evita explorar politicamente a pauta de impeachment do ministro do STF, Dias Toffoli, em razão de suas conexões com o Banco Master.

O deputado federal Mário Frias expressou sua preocupação com a falta de menção à anistia na convocação de Nikolas. "Não tem pauta mais importante no Brasil hoje do que lutar para que essas pessoas [presos pelo 8 de Janeiro] voltem para casa", afirmou.

Na sexta-feira (20), a situação esquentou quando Eduardo criticou publicamente o apoio de Nikolas e Michelle à pré-campanha de seu irmão. Ele destacou que, apesar de compartilharem apoio nas redes sociais, não viu apoio efetivo de Michelle.

Flávio tentou amenizar a situação em uma postagem humorística sobre linguagem neutra, afirmando que o foco deve ser ganhar a eleição, independente de gênero.

Eduardo expressou a insatisfação que circula entre os aliados, apontando que Nikolas estaria se distanciando de Bolsonaro para promover seu próprio crescimento político, utilizando o noticiário para pedir "Fora, Toffoli".

Aliados de Nikolas, por sua vez, alegam que as críticas a ele são apenas "dor de cotovelo" e uma disputa por protagonismo, especialmente após uma caminhada que ele liderou de Minas Gerais a Brasília.

Eduardo também manifestou sua insatisfação com a falta de apoio de Michelle à candidatura de Flávio. A ex-primeira-dama, segundo seu círculo, ficou desapontada com a decisão de Jair Bolsonaro de apoiar seu filho na corrida presidencial.

Um dia após a cobrança de Eduardo, Michelle postou uma imagem no Instagram de bananas fritas, que aliados de Eduardo interpretaram como uma provocação, já que o ex-deputado é chamado de "bananinha".

Nikolas, após visitar Bolsonaro na prisão, defendeu Michelle e afirmou que Eduardo "não está bem".

No domingo (22), o vereador Pablo Almeida, ex-assessor de Nikolas, postou um trecho de um vídeo onde Eduardo fala sobre a "perseguição" do STF ao seu pai. Aliados de Eduardo criticaram essa ação, considerando-a uma distorção do contexto.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro também se manifestou, afirmando que o PL está organizado para atacar os filhos do presidente. Ele mencionou uma lista de pré-candidatos que está sendo elaborada por seu pai, levantando questionamentos sobre a coordenação interna do partido.

O deputado estadual Gil Diniz expressou preocupações sobre um possível silenciamento em relação à pré-candidatura de Flávio, questionando as ordens que poderiam estar por trás dessa sabotagem.

No final de semana, surgiu um atrito entre Carlos Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Carlos indicou que seu pai está preparando uma lista de candidatos, enquanto Valdemar reafirmou que todos no partido têm direito de indicar nomes.

O clima de incerteza e contendas internas no PL parece estar longe de se resolver, com as disputas de poder se intensificando entre os principais nomes da legenda.


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