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Novo CEO da Berkshire, Greg Abel promete manter legado de Buffett em 1ª carta anual

Novo CEO da Berkshire, Greg Abel, reafirma compromisso com legado de Buffett em sua primeira carta anual

28/02/2026 11h40
Atualizado há 16 minutos

Greg Abel utilizou sua primeira carta anual aos acionistas como CEO da Berkshire Hathaway para destacar que a transição de liderança não alterará a essência da empresa que Warren Buffett construiu.

No texto introduzido no relatório anual divulgado neste sábado (28), Abel enfatizou sua intenção de manter a cultura de conservadorismo financeiro e disciplina de investimento “em perpetuidade”. Buffett deixou a posição de presidente-executivo no início de 2026, aos 95 anos, mas permanece como chairman.

O lucro operacional da Berkshire apresentou uma queda de quase 30% no último trimestre sob a liderança de Buffett, impactado pelo desempenho do braço de seguros.

Abel, de 63 anos, garantiu que a Berkshire continuará operando com um “balanço em formato de fortaleza”, utilizando dívidas de maneira “parca e prudente” e mantendo uma liquidez elevada para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades.

Ele também reafirmou pilares fundamentais do conglomerado, como a gestão descentralizada das subsidiárias e o compromisso com a reputação e a integridade.

A empresa fechou 2025 com uma posição de caixa de US$ 373,3 bilhões, que Abel chamou de “pólvora seca” estratégica, e rejeitou a noção de que esse montante represente uma fuga de risco.

Na carta, o novo CEO deixou claro que a política de não pagar dividendos será mantida enquanto houver a convicção de que cada dólar reinvestido pode gerar mais de um dólar em valor de mercado para os acionistas.

O conselho revê anualmente essa diretriz, mas a preferência continua sendo o reinvestimento interno, seja em novos negócios, recompras de ações ou expansão de posições estratégicas.

Abel também esclareceu uma dúvida importante do mercado: ele supervisionará diretamente a carteira de ações da Berkshire.

O executivo afirmou que o grupo continuará aplicando o mesmo critério de valor para aquisições de empresas inteiras, compra de participações em companhias listadas ou recompras de ações próprias.

A carteira permanecerá concentrada em um grupo restrito de ações americanas, como Apple, American Express, Coca-Cola e Moody’s, com baixa rotatividade, embora as posições possam ser “significativamente ajustadas” caso as perspectivas de longo prazo se alterem.

Na carta, Abel afirmou que vê a liderança da Berkshire como um compromisso de longo prazo e, embora tenha brincado que não será CEO pelos próximos 60 anos, expressou a esperança de que, em duas décadas, os acionistas atuais — ou seus herdeiros — olhem para trás e vejam uma empresa ainda mais forte do que a deixada por Buffett.


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