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Nova maternidade deve ser construída na zona Oeste de Boa Vista com 115 leitos

Nova maternidade será construída na zona Oeste de Boa Vista com 115 leitos

A construção de uma nova maternidade na zona Oeste de Boa Vista, com 115 leitos, está prevista, mas o início da obra ainda é incerto devido a um impasse judicial relacionado à ocupação de indígenas.

A licitação para a obra já foi homologada pelo Governo de Roraima, com a empresa vencedora escolhida no último dia 25 de fevereiro. Em entrevista à FolhaBV, o novo secretário de Infraestrutura, Emerson de Paula, detalhou que o projeto foi idealizado em 2022, ocupando uma área de 8.200 metros quadrados e seguindo as normas atualizadas do Ministério da Saúde. A nova unidade contará com UTI materna, UTI neonatal (UTIN), leitos de isolamento e espaços para atendimentos de alto risco.

De acordo com o secretário, a maternidade é uma emenda do senador Dr. Hiran, com uma contrapartida do Estado no valor de R$ 8.662.000. O custo total da obra é de R$ 58.664.015,06, e o prazo de execução será de 24 meses, a partir da data em que a empresa receber a ordem de serviço. A expectativa da secretaria é que essa ordem seja emitida em maio deste ano.

Atualmente, a análise técnica da licitação está sendo realizada pelo Ministério da Saúde, um processo que deve levar entre 30 e 40 dias. Após a emissão da ordem de serviço, a empresa terá 730 dias para finalizar a construção.

A principal dificuldade para o início da obra é a localização escolhida: o Ginásio do Pintolândia, próximo à praça Germano Sampaio, que está atualmente ocupado por indígenas Warao. Em dezembro de 2025, a Justiça Federal determinou que as famílias permanecessem no local e proibiu a desocupação forçada sem uma alternativa habitacional que seja aceita pela comunidade. O governo está buscando uma solução negociada para o impasse.

“O Ministério Público não concorda com a evacuação das pessoas do local, e estamos tentando chegar a um consenso. Ao mesmo tempo, também estamos procurando outro espaço nas proximidades para o projeto da maternidade”, afirmou Emerson.

Ele destacou que a mudança de área não é trivial, já que o projeto estrutural foi elaborado com características específicas do solo em mente. “As fundações e os ensaios foram feitos para aquele terreno. Encontrar outro espaço não é simples, especialmente sendo terreno público”, completou.


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