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Netflix desiste de comprar Warner após oferta da Paramount ser considerada superior

Netflix abandona compra da Warner após oferta superior da Paramount

26/02/2026 19h56

A Netflix decidiu deixar de lado a disputa pela Warner Bros. Discovery após o conselho da empresa avaliar como superior a nova proposta da Paramount Skydance.

A oferta da Paramount, divulgada nesta semana, inclui a aquisição de 100% da WBD por US$ 31 por ação, em dinheiro, superando os US$ 30 oferecidos anteriormente e muito acima do acordo já firmado entre Warner e Netflix, que avaliava estúdios e ativos de streaming em US$ 27,75 por ação.

Em comunicado, o conselho da Warner informou que a Netflix teria quatro dias úteis para fazer uma nova proposta diante da “oferta superior” apresentada pela Paramount. Contudo, a gigante do streaming optou por não tentar igualar o novo lance.

Os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters afirmaram que a transação em negociação criaria valor para os acionistas com um caminho claro para aprovação regulatória. Entretanto, enfatizaram que, ao preço necessário para igualar a oferta da Paramount, o negócio se tornaria financeiramente inviável.

Esse movimento encerra, pelo menos por enquanto, uma disputa que se arrastava há meses, marcada por várias revisões de propostas.

A proposta da Paramount abrange toda a Warner Bros. Discovery, incluindo canais de TV por assinatura como CNN, TBS e TNT, enquanto o acordo com a Netflix se limitava a estúdios e ao setor de streaming.

Na semana anterior, a Netflix havia concedido à WBD uma dispensa contratual de sete dias, permitindo que a empresa retomasse negociações com a Paramount, o que resultou na nova oferta.

A Paramount ainda reforçou a proposta incluindo uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões, caso o negócio seja bloqueado por órgãos antitruste, além de se comprometer a pagar a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria que desembolsar à Netflix se o acordo com a plataforma de streaming fosse cancelado.

Sarandos, que já havia declarado à CNBC que conceder a dispensa à Warner traria “clareza e certeza” aos acionistas, acredita que a combinação com a empresa seria positiva, mas não essencial. “Esse negócio sempre foi um ‘bom ter’ ao preço certo, não um ‘devemos ter’ a qualquer custo”, ressaltaram os executivos.


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