Netanyahu aposta seu futuro político na guerra contra o Irã
Netanyahu aposta seu futuro político na guerra contra o Irã
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tem se beneficiado do conflito contra o Irã para conquistar um novo mandato como primeiro-ministro. No entanto, a guerra pode ser um golpe para ele, pois o efeito pode ser efêmero se o conflito se prolongar.
Após o ataque de Hamas contra Israel, Netanyahu afirmou que seus estreitos vínculos com Washington permitiram que o país alcançasse “o que buscava fazer havia 40 anos: atingir de forma decisiva o regime terrorista de Teerã.” A guerra em Gaza prejudicou a popularidade de Netanyahu, que agora não dispõe de maioria parlamentar.
O presidente americano Donald Trump tem pressionado reiteradamente o presidente israelense Isaac Herzog para que o conceda. As eleições devem ocorrer no máximo até 27 de outubro. Se Netanyahu conseguir eleições antecipadas, ele vencerá as eleições. Isso provavelmente fará com que ele fosse designado para formar o próximo governo, embora ainda sem maioria com seus atuais aliados.
A guerra em Gaza foi uma oportunidade para Netanyahu restaurar sua imagem, mas o efeito pode ser efêmero se o conflito se prolongar. A popularidade de Netanyahu está em alta, não necessariamente a de Netanyahu. O Exército de Israel anuncia lançamento de ataques 'em grande escala' contra Teerã, mas o objetivo é demonstrar que não é um slogan de campanha, mas de uma realidade.
O jornalista Raviv Druker afirma que Netanyahu tentará convencer as pessoas de que a vitória é total, mesmo que seja uma ilusão, pois o Hamas continua controlando Gaza e o Irã continua sendo o Irã mesmo após o ataque de sábado. Uriel Deskal sugere que o dirigente israelense pode ter escolhido o momento das hostilidades para adiar automaticamente o prazo de 30 de março para a aprovação de um orçamento para que não conseguia maioria.
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