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Natacha Horana, musa da Gaviões da Fiel, é denunciada por lavagem de dinheiro uma semana após desfile em SP

Natacha Horana é denunciada por lavagem de dinheiro após desfile em São Paulo

Natacha Horana, musa da Gaviões da Fiel, enfrenta uma denúncia por lavagem de dinheiro, apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A acusação surge uma semana após seu desfile no carnaval.

A bailarina e influenciadora é investigada por manter um relacionamento com Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido, chefe do PCC. Horana é acusada de ocultar a propriedade de um veículo Mercedes-Benz avaliado em R$ 320 mil, adquirido com recursos do esquema criminoso do ex-parceiro.

A denúncia revela que a compra do carro foi feita em dinheiro vivo, dificultando o rastreamento da origem dos valores. A Gaviões da Fiel, na qual Natacha é musa, conquistou o segundo lugar no carnaval de 2026 e ela estava programada para participar do desfile das campeãs.

A defesa de Natacha expressou surpresa ao receber a notícia da denúncia e afirmou que não teve acesso aos documentos do caso. Em nota, o escritório de advocacia de Daniel Bialski destacou que a denúncia repete fatos já em apuração no Rio Grande do Norte, violando a proibição de dupla imputação. A defesa reforçou que Natacha não cometeu nenhum ato ilícito e foi injustamente vinculada à investigação por conta de seu passado amoroso.

Além disso, Natacha já enfrenta outro processo no Rio Grande do Norte, onde também é acusada de lavagem de dinheiro e de integrar uma organização criminosa. Em uma operação anterior, ela ficou presa por quatro meses.

O carro em questão foi apreendido em novembro de 2024 durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo. Após sua apreensão, uma construtora alegou ser a verdadeira proprietária do veículo, mas o MP contestou essa versão, alegando que a documentação apresentada não sustentava a alegação.

O MP também revelou que Natacha estaria envolvida em um grupo responsável por movimentações financeiras ilegais, com um total de R$ 15,02 milhões transacionados entre 2014 e 2024. Os promotores consideram que os valores movimentados são incompatíveis com os ganhos da bailarina, especialmente durante o período em que Colorido estava foragido.

Antes do carnaval, Natacha havia se declarado inocente, afirmando que conheceu Valdeci sob outra identidade e que ele se apresentava como proprietário de fazendas.

A defesa reiterou a inocência de Natacha, afirmando que ela nunca praticou qualquer ato relacionado a crimes.


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