Não é só CDB: veja lista de todos os investimentos protegidos pelo FGC
Proteção do FGC: Conheça os Investimentos Seguros
As recentes liquidações extrajudiciais de instituições financeiras, motivadas por investigações da Polícia Federal, têm levado muitos investidores a buscar a proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que atua como um seguro para aplicações de renda fixa.
Embora a maioria dos reembolsos do FGC se refira a CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), o fundo também cobre LCIs (Letras de Créditos Imobiliários), LCAs (Letras de Créditos do Agronegócio), Letras de Câmbio e RDBs (Recibos de Depósito Bancário). Além disso, estão protegidos os valores mantidos em contas salário, contas correntes e contas de poupança.
Entretanto, nem todos os investimentos de renda fixa têm a proteção do FGC. Ficam excluídos dessa cobertura os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), debêntures e fundos de investimento.
Os títulos públicos do Tesouro Direto também não estão cobertos, mas são considerados os investimentos mais seguros do mercado, pois são garantidos pelo Tesouro Nacional.
Segurança nas Aplicações
O FGC garante o reembolso de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição liquidada, com um teto global de R$ 1 milhão em reembolsos a cada quatro anos.
É importante ressaltar que o processo de reembolso pode ser demorado, exigindo o cadastro no aplicativo do fundo e um período de espera para a liberação dos recursos. Isso pode resultar em perda de rendimento durante o tempo em que o capital não está investido de forma mais vantajosa. Assim, a escolha de aplicações seguras é sempre recomendada.
Gustavo Assis, CEO da Asset Bank, sugere que, além de respeitar os limites do FGC, é crucial avaliar a solidez da instituição emissora e diversificar os investimentos entre diferentes bancos.
A solidez financeira de uma instituição pode ser verificada por meio de balanços e análises de especialistas independentes. Assis alerta que estruturas de investimento excessivamente complexas, com informações difíceis de entender, podem transferir riscos significativos ao investidor.
A diversificação também é essencial para mitigar riscos em caso de liquidação de uma instituição. “Um erro comum é concentrar investimentos em um único produto ou emissor. Investidores profissionais costumam criar carteiras diversificadas, com variações em riscos, prazos e fontes de retorno”, destaca o executivo.
Além disso, deve-se ter cuidado com a liquidez dos ativos, ou seja, o tempo necessário para resgatar o investimento. “Se a liquidez não se alinha à realidade financeira do investidor, o risco se amplia, pois pode ser necessário liquidar o ativo em condições desfavoráveis”, explica Assis.
O FGC é mantido pelas instituições financeiras associadas, que fazem contribuições periódicas baseadas no volume de depósitos. “Não há envolvimento de recursos do governo federal. É um mecanismo privado de proteção, criado para fortalecer a estabilidade do sistema financeiro e garantir a confiança dos depositantes”, conclui Assis.
A proteção do fundo é acionada apenas quando a instituição financeira não consegue honrar os pagamentos, seja por falência ou liquidação extrajudicial.
← Voltar para as notícias