“Não a matei”, diz coronel, marido de PM encontrada morta em SP
Não a matei, diz coronel, marido de PM encontrada morta em SP
Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar (PM), foi encontrado morto em seu apartamento no dia 18 de fevereiro, no Brasil. A morte foi confirmada pela perícia e o ex-companheiro da vítima, Gisele Alves Santana, foi identificada como a vítima.
Em uma entrevista ao programa Balanço Geral da Record, o coronel negou ter assassinado a policial militar, afirmando que ele foi o suicídio da ex-companheira. Ele também afirmou que não assiste televisão há 20 dias por estar sendo atacado com inverdades.
Geraldo afirmou que a esposa teria se exaltado, o empurrado para fora do quarto e batido a porta com força. Ele alegou que foi tomar banho e, após ouvir um estrondo, encontrou a esposa caída na sala.
Para justificar a acusação de que teria demorado a acionar o socorro, o coronel disse que a vizinha que cravou o horário do disparo poderia estar sonolenta e ter visto o horário errado no relógio, garantindo que ligou para o socorro em 20 segundos.
Questionado sobre o laudo da exumação que apontou lesões no rosto e pescoço da vítima, compatíveis com pressão de dedos e unhas, o coronel alegou que as marcas podem ter sido causadas pelo fato de Gisele possivelmente ter carregado a filha de 7 anos no colo durante um passeio em um parque de diversões no dia anterior. Ele ainda se defendeu dizendo: "Eu não tenho unhas, roo unhas desde criança".
Em relação à vítima, o coronel declarou que a policial "surtuou", acrescentando que "ninguém dá um tiro na cabeça se não estiver surtido". Ele também afirmou que não sabe o motivo que a teria levado a tirar a própria vida.
Vídeo feito por IA e relacionamento abusivo
Sobre o histórico de relacionamento abusivo denunciado pela família, o coronel negou as acusações, dizendo que Gisele andava "parecendo uma Barbie". A família também o acusa de ter enviado um vídeo ameaçando se matar com uma arma na cabeça caso ela o deixasse.
Os banhos, o sangue e a limpeza da cena
Sobre o fato de não ter prestado os primeiros socorros à vítima, o coronel justificou não ter materiais disponíveis e que seu conhecimento técnico determinava que não mexesse no corpo.
Ele confirmou ter acionado o desembargador Marco Antônio Cogan logo após o crime, mas justificou que não ligou "para o desembargador", mas sim "para um grande amigo" que tem há mais de 30 anos.
Em relação ao banho que tomou no apartamento após a saída do resgate, atitude que contrariou as ordens de preservação do local, o coronel disse que começou a passar mal, tomou dois comprimidos e foi "orientado por alguém que não se recorda" a tomar banho.
Sobre marcas de sangue no banheiro do corredor, o coronel responsabilizou as equipes de resgate, afirmando que um dos bombeiros pisou no sangue e foi ao banheiro com os pés sujos.
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