Musa da Gaviões denunciada por lavagem de dinheiro saiu da prisão 11 meses antes de desfilar no carnaval
Musa da Gaviões é denunciada por lavagem de dinheiro após deixar a prisão
Menos de uma semana após ser vice-campeã do Grupo Especial de São Paulo, Natacha Horana foi acusada pelo Ministério Público de ocultar bens que supostamente teriam sido adquiridos com recursos de um esquema criminoso ligado ao ex-namorado, Valdeci Alves dos Santos, um dos chefes do PCC.
A musa da Gaviões da Fiel desfilou pela escola 11 meses após sua prisão. O MP a acusa de movimentar R$ 15 milhões em suas contas, um valor considerado incompatível com seus rendimentos como artista.
Ela é acusada de ocultar um imóvel e um veículo Mercedes-Benz, avaliado em R$ 320 mil, que teriam sido pagos em dinheiro vivo.
A defesa de Natacha alega que ela foi "injustamente envolvida" na investigação apenas por ter namorado um dos investigados, Valdeci Alves dos Santos, conhecido como "Colorido".
Natacha passou quatro meses detida na Penitenciária Feminina de Franco da Rocha, onde relatou ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico.
Com 33 anos, Natacha foi detida em novembro de 2024 e liberada em março de 2025. Sua defesa afirma que ela foi envolvida na investigação apenas devido a um relacionamento anterior, sem ter cometido qualquer ato ilícito.
A Gaviões conquistou o título de vice-campeã do Grupo Especial, e a musa deve retornar para o Desfile das Campeãs, que ocorre no próximo sábado (21), no Anhembi.
A prisão de Natacha, realizada em 14 de novembro de 2024, fez parte da Operação Argento. O MP alega que ela integrou um núcleo responsável pela movimentação de valores ilícitos do chefe da facção, com as movimentações aumentando entre 2021 e 2023, período em que Valdeci estava foragido.
Valdeci foi preso em abril de 2022 e está atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília. Natacha afirmou que o conheceu com outro nome, e que o relacionamento durou cerca de três meses.
Em entrevista, a bailarina reafirmou sua inocência e disse que foi presa por algo que não cometeu. Ela descreveu seu retorno à avenida como um "renascimento".
A nova denúncia do Gaeco inclui acusações de que Natacha ocultou a propriedade do imóvel e do veículo, adquiridos com recursos do esquema criminoso. O carro, pago em dinheiro vivo, foi apreendido em novembro de 2024, durante a operação que levou à sua prisão.
Após a apreensão, a empresa LNS Construtora solicitou a restituição do veículo, alegando ser a proprietária. No entanto, o MP afirmou que a documentação apresentada indicava apenas a troca da bateria da chave e abastecimento.
As investigações continuam nas Justiças de São Paulo e do Rio Grande do Norte.
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