Musa da Gaviões da Fiel é acusada de lavagem de dinheiro e de ocultar bens de chefe do PCC
Natacha Horana, musa da Gaviões da Fiel e ex-bailarina do Faustão, enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens pertencentes ao ex-namorado, um dos líderes do PCC em São Paulo. Os bens em questão teriam sido adquiridos com recursos oriundos do crime organizado.
Com formação em ballet e artes cênicas, Natacha ganhou notoriedade ao iniciar um relacionamento com Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido, um dos líderes do PCC. Na ocasião, ele se apresentou como Joaquim, um empresário do setor agropecuário.
Valdeci foi detido há quatro anos durante uma operação policial no sertão pernambucano. Mesmo após sua prisão na Penitenciária Federal em Brasília (DF), Natacha o visitou quatro vezes. As investigações indicam que ela estava envolvida em esquemas financeiros ilegais, com a criação de empresas fictícias e movimentações financeiras milionárias.
Durante as buscas realizadas pela polícia em São Paulo, foram confiscados celulares, joias e documentos relacionados a operações financeiras suspeitas. Um carro de luxo também foi apreendido, e Natacha alegou que se tratava de um veículo emprestado. O Ministério Público, no entanto, contestou essa versão, afirmando que o carro foi adquirido com dinheiro vivo para ocultar sua origem ilícita.
As investigações revelaram que a musa movimentou mais de R$ 15 milhões em uma década, valor incompatível com os rendimentos de uma bailarina. Os bens em seu nome seriam utilizados para a lavagem de dinheiro e para sustentar o estilo de vida dos chefes do PCC.
Natacha ficou detida por quatro meses na penitenciária feminina de Franco de Rocha, na Grande São Paulo, mas foi liberada após a Justiça concluir que ela não oferecia risco às investigações.
A defesa de Natacha alega que ela desconhecia as atividades criminosas do ex-namorado e afirma que os valores recebidos eram presentes pessoais, desvinculados de qualquer crime organizado.
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