Mulher de Ramagem está há mais de 90 dias sem trabalhar e terá que justificar 45 dias de ausência
Mulher de Ramagem está há 96 dias fora do trabalho e deve justificar 45 dias de ausência
Rebeca solicitou um adicional de 78 dias de férias a partir de 20 de fevereiro de 2026, após não comparecer a exames presenciais e ter um laudo negado. A Procuradoria-Geral de Roraima afirma que ela atua em regime presencial desde 2020 e que esta foi uma escolha dela.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR) não aceitou o atestado médico apresentado por Rebeca, que faltou a duas perícias presenciais agendadas.
Em um vídeo, Rebeca Ramagem alegou estar sendo vítima de "perseguição política" e que sua solicitação de perícia por telemedicina foi negada, assim como a suspensão do teletrabalho.
A PGE-RR esclareceu que não há estrutura para realizar perícias online e que o regime de teletrabalho de Rebeca foi cancelado a seu pedido em 2020.
Atualmente, Rebeca encontra-se nos EUA, onde fugiu com a família, alegando que deixou o Brasil para "proteger a família". Seu marido, Alexandre Ramagem, é foragido.
A procuradora está sem trabalhar desde 17 de novembro de 2025, começando um período de férias que inicialmente terminaria em 28 de novembro. Desde então, não retornou ao serviço.
De acordo com a PGE-RR, há um intervalo entre 7 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026, totalizando 45 dias, que não estão cobertos por férias, recesso ou licença médica válida, e, portanto, precisam ser justificados.
Após o recesso forense, que ocorreu de 20 de dezembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026, Rebeca apresentou um atestado médico solicitando licença de 60 dias, a partir de 22 de dezembro. Contudo, a PGE-RR não reconheceu o documento, pois a procuradora não compareceu às duas perícias agendadas.
Na última quarta-feira (18 de fevereiro), Rebeca publicou um vídeo onde afirma ser alvo de perseguição política. Ela mencionou que o governo estadual negou a realização da sua perícia por telemedicina e cancelou arbitrariamente seu regime de teletrabalho.
A Secretaria de Gestão Estratégica e Administração (Segad) destacou que Roraima não possui a legislação ou infraestrutura necessária para avaliações de capacidade de trabalho online, exigindo a presença física nas perícias.
A PGE-RR também informou que Rebeca não trabalha no regime remoto há mais de cinco anos, tendo solicitado sua transferência para a unidade da PGE em Brasília (DF), o que foi aceito, tornando sua atuação presencial obrigatória.
No vídeo, a procuradora ainda reclamou de uma alegada quebra de igualdade, afirmando que um terço dos procuradores de Roraima atua remotamente. A PGE-RR respondeu que as normas do teletrabalho estão em revisão e que novos pedidos foram suspensos desde dezembro de 2025.
Para mais informações, acesse o canal do g1 RR no WhatsApp.
← Voltar para as notícias