Alexandre Ramagem

Mulher de Ramagem alega perseguição após ordem para trabalho presencial; PGE-RR rebate

Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), declarou nesta quinta-feira, 19, por meio das redes sociais, que está sendo alvo de perseguição por parte da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) após receber a ordem de retorno ao trabalho presencial. Como procuradora do Estado, ela deixou o Brasil em setembro para acompanhar seu marido, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e um mês de prisão por sua participação na tentativa de golpe. Em dezembro, o mandato dele foi cassado pela Câmara dos Deputados.

Após cinco meses fora do país, Rebeca expressou seu desejo de continuar em regime remoto, mesmo com a suspensão de seu salário. “Estou pedindo para trabalhar mesmo com o salário suspenso. Mantenho minha disposição de exercer minhas funções por compromisso com o serviço público”, afirmou em um vídeo no Instagram. Ela considerou a ordem da PGE-RR como “desproporcional e arbitrária”, alegando que o objetivo seria “apenas me prejudicar”.

Em resposta, a PGE-RR negou qualquer tipo de perseguição política, ressaltando que suas ações são fundamentadas em critérios “técnicos, legais e administrativos”. O órgão esclareceu que Rebeca não está oficialmente em regime de teletrabalho. Informou ainda que o teletrabalho, concedido de forma provisória, foi revogado a pedido da própria servidora em agosto de 2020, quando ela também solicitou transferência definitiva para a Coordenadoria da PGE em Brasília, pedido que foi aceito. Desde então, sua lotação oficial seria na unidade da capital federal.

A PGE-RR também comunicou que duas perícias médicas presenciais foram agendadas para a homologação de licença, mas a procuradora não compareceu. Sem essa validação pela Junta Médica da Secretaria de Gestão Estratégica e Administração, não houve um afastamento formal reconhecido. O órgão ainda informou que Rebeca solicitou a concessão de 78 dias de férias acumuladas a partir de 20 de fevereiro de 2026.

Além disso, a procuradoria mencionou que novas adesões ao regime de teletrabalho estão suspensas desde dezembro de 2025, enquanto uma comissão interna revisa as regras dessa modalidade.


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