tribunadonorte RN MST bloqueia rodovias no RN contra eólicas e reivindicam área do Diba

MST bloqueia rodovias no RN contra eólicas e reivindicam área do Diba

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio Grande do Norte realizou protestos na manhã desta segunda-feira (9), na região Oeste e no Litoral Norte do estado, como parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra. As manifestações ocorrem na BR-101, em Touros, e na BR-405, na Chapada do Apodi, com manifestantes ocupando as rodovias e bloqueando o trânsito.

De acordo com o MST, as mulheres reivindicam o cumprimento da pauta do movimento ao Governo do Estado e denunciam os impactos dos megaprojetos de energia eólica, alegando ameaças ao modo de vida dos povos do campo.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois bloqueios tiveram início por volta das 6h. Tanto na BR-101 quanto na BR-405, os manifestantes do MST bloquearam as rodovias nos dois sentidos. A PRF informou que está em deslocamento até os dois locais. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar já estão no trecho da via em Apodi, enquanto os Bombeiros foram acionados para o bloqueio em Touros.

O movimento que se concentra na Chapada do Apodi, na região Oeste, cobra agilidade e a conclusão da desapropriação das terras do Distrito Irrigado do Baixo Açu (Diba), onde cerca de 100 famílias aguardam para serem assentadas. Outros 10 acampamentos também reivindicam terra, na região que está há 20 anos sem nenhuma desapropriação.

As manifestantes destacaram que a situação é crítica, pois as empresas energéticas estão se aproximando de suas terras e os trabalhadores estão sendo ameaçados. Elas também criticaram o Governo do estado por não tomar medidas eficazes para proteger seus direitos.

O MST tem sido uma das organizações mais ativas na luta das mulheres rurais no Brasil, reivindicando terras, direitos e justiça. Em 2020, o movimento participou da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, com mais de 2.500 manifestantes em todo o país.

O governo do estado tem respondido ao movimento, afirmando que está trabalhando para encontrar soluções para os problemas enfrentados pelas famílias. No entanto, muitos acreditam que a situação é mais complexa e que o Governo não está fazendo o suficiente para resolver os problemas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também afirmou que está em deslocamento até os dois locais e que está trabalhando para resolver as situações de segurança.

As manifestações são um exemplo de como a luta das mulheres rurais no Brasil é cada vez mais intensa e visível. A sociedade civil, as organizações e o Governo estão sendo forçados a enfrentar a realidade das violações dos direitos humanos e da violência contra as mulheres.

O MST tem um longo histórico de luta, com contribuições importantes para a sociedade brasileira. Eles têm sido uma fonte de inspiração para muitas pessoas que estão lutando pela justiça e pela igualdade.

A situação no Diba é um exemplo de como a luta das mulheres rurais no Brasil é cada vez mais crítica. A região está enfrentando problemas de desigualdade, violência e deslocamento de populações. O MST está lutando para proteger os direitos dessas famílias e garantir que elas tenham uma vida digna.

A sociedade civil e as organizações têm que continuar a apoiar e a reforçar a luta das mulheres rurais no Brasil. Somos todos responsáveis por garantir que as mulheres tenham uma vida livre de violência e desigualdade.


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