infomoney

Mpox no Brasil: tudo sobre a infecção viral e o como é tratamento

Mpox no Brasil: Informações sobre a infecção viral e o tratamento

01/03/2026 05h01

Atualizado há 2 dias

Recentemente, o Brasil registrou 90 casos confirmados de mpox, conforme dados das autoridades de saúde. Embora a situação esteja longe dos picos de 2022, a doença continua sendo monitorada, e é essencial que casos suspeitos ou confirmados sejam notificados à rede pública para acompanhamento e orientação.

A mpox é uma infecção viral que geralmente começa com febre, dor de cabeça, cansaço, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos. Após alguns dias, surgem lesões na pele que podem aparecer no rosto, mãos, pés ou região genital, evoluindo de manchas para bolhas e crostas.

Na maioria das ocorrências, o quadro é leve. Contudo, a confirmação do diagnóstico requer orientação médica, isolamento até a completa cicatrização das lesões e acompanhamento para evitar complicações.

Com o aumento dos registros, muitos se perguntam como a doença é tratada atualmente no Brasil e se existem medicamentos que possam acelerar a recuperação.

Tratamento de suporte

Apesar do desconforto, a mpox geralmente evolui de forma benigna. Na maioria dos casos, o organismo é capaz de eliminar o vírus em algumas semanas, sem a necessidade de antivirais específicos. Assim, o tratamento foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, o que inclui repouso, hidratação adequada e acompanhamento clínico.

É fundamental observar sinais de infecção bacteriana nas lesões, como intensificação da dor, vermelhidão intensa ou secreção, que podem requerer avaliação médica e, em alguns casos, uso de antibióticos.

Conforme as orientações do Ministério da Saúde, essas medidas são adequadas para a maioria dos pacientes, que conseguem se recuperar sem a necessidade de intervenções mais complexas.

Medicamento específico para mpox

Existe um antiviral chamado tecovirimat, desenvolvido originalmente para tratar a varíola, que pode ser utilizado em casos selecionados de mpox. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação do medicamento para uso pelo Ministério da Saúde em situações específicas.

Embora estudos indiquem que o tecovirimat é seguro, não há comprovação robusta de benefícios significativos na redução dos sintomas em quadros leves, que representam a maioria das infecções. Portanto, os profissionais de saúde reservam o antiviral para pacientes com maior risco de agravamento, como aqueles imunossuprimidos ou com complicações.

Na prática, o tratamento para mpox permanece clínico e individualizado.

Isolamento até cicatrização completa

O isolamento é uma parte crucial do cuidado, uma vez que a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões ou secreções de indivíduos infectados.

Assim, recomenda-se que a pessoa evite contato físico até que todas as crostas tenham caído e a pele esteja completamente cicatrizada, processo que pode levar de duas a quatro semanas.

Durante esse período, é aconselhável não compartilhar objetos pessoais, manter uma higiene rigorosa das mãos e seguir as orientações da equipe de saúde. O acompanhamento pela rede pública é essencial para monitorar a evolução da mpox e orientar sobre o retorno seguro às atividades.

Quando a fisioterapia pode ser benéfica

Em casos leves, a recuperação geralmente ocorre sem necessidade de reabilitação. No entanto, pacientes que enfrentam complicações ou que passam por internação prolongada podem apresentar perda de força, redução da capacidade respiratória ou dificuldades para retomar atividades cotidianas.

Nessas situações, a fisioterapia pode ser incorporada ao tratamento ainda durante a internação, ajudando o paciente a recuperar funcionalidade e condicionamento respiratório, conforme explica o fisioterapeuta e educador físico José Hauck Jr.

“A fisioterapia respiratória utiliza equipamentos específicos para melhorar a absorção de oxigênio e reexpansão dos pulmões. Isso é particularmente importante durante o tratamento intensivo e na fase de recuperação”, destaca.

Segundo ele, a intervenção pode iniciar enquanto o paciente ainda está em tratamento, no próprio leito hospitalar. Após a alta, a continuidade do cuidado é fundamental para evitar a regressão da melhora.

“Muitos pacientes vão para casa e não dão continuidade à fisioterapia, o que aumenta o risco de retorno ao hospital”, alerta.

Embora a fisioterapia não combata o vírus, ela ajuda a recuperar funcionalidade e condicionamento físico, quando necessário.


← Voltar para as notícias