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MPF aponta que grupo de Rivaldo Barbosa explorava o 'mercado do homicídio'
Uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) revela que o grupo liderado pelo ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, estava envolvido em um esquema que controlava investigações de homicídios e proporcionava impunidade a mandantes e executores de crimes.
O documento, apresentado ao Supremo Tribunal Federal, detalha como a organização criminosa se aproveitou de um cenário de "mercantilização de homicídios" no estado, visando proteger milicianos e contraventores.
Desde os anos 2000, conforme o MPF, o Rio de Janeiro se tornou um "mercado de homicídios por encomenda", impulsionado por disputas territoriais ligadas ao jogo do bicho. A morte do contraventor Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, em 2004, intensificou a guerra pelo controle de seu legado.
A denúncia menciona que a Divisão de Homicídios foi transformada em um modelo de ineficiência deliberada, beneficiando organizações criminosas. O depoimento do assassino confesso Ronnie Lessa revela que havia uma "carta branca" para homicídios, o que tornava os crimes "mais seguros".
Segundo os procuradores, o esquema funcionava como um "balcão de negócios homicidas", onde a falta de investigação era negociada com grupos criminosos, resultando em um aumento de homicídios não esclarecidos e um ambiente de impunidade.
Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o policial civil Marco Antonio de Barros Pinto foram denunciados por associação criminosa e obstrução de justiça. O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Em nota, o advogado Marcelo Ferreira, defensor de Rivaldo Barbosa, contestou a denúncia, afirmando que os fatos já foram amplamente investigados e que a nova acusação não traz novidades.
A defesa de Giniton Lages destacou seu trabalho na investigação que levou à prisão de Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa, enfatizando a qualidade do trabalho realizado pela equipe da Delegacia de Homicídios.
O g1 tenta contato com as defesas dos outros denunciados.
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