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MP do Rio reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por suposta ‘rachadinha’

24/02/2026 21h57

O Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu reabrir uma investigação envolvendo Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), relacionada à suposta prática de ‘rachadinha’ durante seu tempo como vereador na Câmara Municipal.

O Estadão solicitou uma posição do ex-vereador, que é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. No entanto, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. Este espaço permanece disponível para sua manifestação.

Recentemente, Carlos Bolsonaro tem cobrado maior engajamento do PL em relação à candidatura de Flávio.

Essa manifestação ocorre em meio a disputas internas dentro do bolsonarismo, onde há discussões sobre o nível de apoio à pré-candidatura do senador, além de aumentar a pressão por um alinhamento dentro do partido.

Em outra frente, o MP também acusou a Prefeitura de São Paulo de superfaturar em R$ 42,7 milhões obras emergenciais, questionando 23 dos 334 contratos firmados pela gestão, que nega qualquer irregularidade.

Um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça indicou a necessidade de “prosseguimento das investigações” envolvendo Carlos e outras 25 pessoas.

Em 2024, o MP havia decidido arquivar o caso contra o ex-vereador, que ocupou sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio.

As informações foram inicialmente divulgadas pelo O Globo e confirmadas pelo Estadão.

A assessoria da PGJ considerou que o arquivamento anterior ignorou provas relevantes levantadas contra Carlos. Na ocasião, o MP havia denunciado sete funcionários do gabinete por desvio de dinheiro público, por meio do fracionamento de salários de assessores, prática conhecida como ‘rachadinha’.

Na denúncia de 2024, o então chefe de gabinete de Carlos, Jorge Luiz Fernandes, seria o responsável por nomear os funcionários que repassariam parte de seus salários. O MP apontou desvios que totalizavam R$ 1,7 milhão no gabinete.


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