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Morte de Ali Khamenei provoca onda global de reações e acelera transição no Irã

Luto no Irã e reações internacionais após a morte de Ali Khamenei

O Irã declarou 40 dias de luto neste domingo (1º), em decorrência do falecimento de seu Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado em um ataque israelense-americano no sábado (28). Em resposta, Teerã lançou mísseis contra Israel e países do Golfo, afirmando que sua reação é "legítima". A morte do líder gerou reações de governos e grupos armados ao redor do mundo, enquanto o processo sucessório dentro do regime já foi iniciado.

Alireza Arafi, clérigo e membro da Assembleia de Peritos e da Guarda Revolucionária Islâmica, foi designado para compor o triunvirato encarregado de conduzir a transição "o mais rápido possível" após a morte de Khamenei.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que vingar o Líder Supremo é um "direito e dever legítimo" da República Islâmica. Em um discurso veiculado pela TV estatal, descreveu a morte do líder como uma "declaração de guerra contra os muçulmanos, especialmente contra os xiitas, em todo o mundo".

A Guarda Revolucionária qualificou os "atos criminosos e terroristas" como responsabilidade dos governos dos Estados Unidos e de Israel.

O Hamas expressou pesar pela morte do líder iraniano, chamando o ataque de "abominável". Por outro lado, o Hezbollah anunciou que irá "confrontar a agressão" dos EUA e de Israel, com o chefe do grupo, Naim Qassem, afirmando que não abandonarão o caminho da resistência, apesar de não terem intervido desde o início da ofensiva.

No Iraque, o líder xiita Moqtada al-Sadr declarou três dias de luto oficial e lamentou o "martírio" de Khamenei. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a embaixada dos EUA, mas foram contidos pela polícia.

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou o assassinato e enviou uma carta ao presidente iraniano com suas condolências, descrevendo o ataque como uma violação "cínica" da moralidade humana e do direito internacional.

Reações na Ocidente: apoio israelense e celebrações em Washington

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a morte do aiatolá em sua rede social, chamando-o de "uma das pessoas mais perversas da história" e garantindo que sua morte traz justiça para as vítimas no Irã e fora dele.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que "a justiça foi feita" e que o "eixo do mal sofreu uma derrota esmagadora", prometendo continuar a agir firmemente para proteger o país.

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, afirmou que, com a morte de Khamenei, "a República Islâmica efetivamente chegou ao fim", prevendo que qualquer esforço para sustentar o regime atual está fadado ao fracasso.

No Reino Unido, o secretário de Defesa, John Healey, destacou que "poucas pessoas lamentarão" a morte do aiatolá, classificando o regime iraniano como "uma fonte de maldade". Ele expressou preocupação com uma possível retaliação iraniana "cada vez mais indiscriminada", que poderia atingir alvos civis.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também comentou que a morte de Khamenei "não será lamentada", responsabilizando-o pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do regime, além do apoio a grupos armados e à violência contra a população iraniana.


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