Moraes proíbe Bolsonaro de falar com quase 200 pessoas; lista inclui ex-assessor paraibano
Moraes proíbe Bolsonaro de se comunicar com quase 200 pessoas
Decisão inclui aliados próximos e diplomatas; Tércio Arnaud, ex-assessor paraibano, está na lista.
Publicado em 21/07/2025 às 17:06 | Atualizado em 22/07/2025 às 7:42
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não pode se comunicar com quase 200 pessoas, entre elas Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor especial da Presidência. A lista com o nome do paraibano foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles.
Essa decisão abrange indivíduos investigados em um inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A medida cautelar foi estabelecida na mesma decisão em que Moraes impôs várias restrições a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Bolsonaro está proibido de se comunicar, direta ou indiretamente, com os alvos das investigações. Ele deve manter uma distância mínima de 200 metros de qualquer embaixada e permanecer em recolhimento domiciliar das 19h às 6h nos dias úteis, além de em tempo integral aos fins de semana e feriados.
A decisão inclui investigados em ações penais no STF, alvos de inquéritos em andamento e todos os 132 embaixadores estrangeiros que estavam em Brasília durante o período em questão.
O intuito é evitar qualquer tipo de articulação que possa prejudicar as investigações.
Natural de Campina Grande, Tércio atuava nas redes sociais em apoio a Bolsonaro antes mesmo de o ex-presidente assumir o cargo. Durante o governo, teve uma forte influência na comunicação digital da presidência.
Tércio Arnaud já havia sido alvo de medidas cautelares anteriores, que foram revogadas por Moraes em março deste ano. Ele foi investigado por supostamente integrar um "gabinete do ódio" nas redes sociais.
Com a nova decisão, ele retorna ao grupo de pessoas com as quais Bolsonaro está proibido de manter contato.
Além do paraibano, a lista inclui nomes de destaque da cúpula militar e política aliada ao ex-presidente. Entre os alvos da medida estão o general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; além de aliados como Filipe Martins, ex-assessor internacional da presidência, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.
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