Marcelo Câmara

Moraes mantém prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira, 9, manter a prisão do coronel da reserva Marcelo Câmara. O ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 21 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado.

De acordo com Moraes, a defesa de Câmara não trouxe novos argumentos que justificassem a liberdade do ex-assessor. O ministro registrou que "todas essas circunstâncias, já destacadas em decisões anteriores, permanecem inalteradas", sem que houvesse qualquer fato novo que pudesse afastar a necessidade da prisão preventiva.

As investigações da Polícia Federal identificaram Câmara como o responsável pelo monitoramento de Moraes, parte de um plano que visava assassinar o ministro, o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Na decisão, Moraes também reiterou que a tentativa de Câmara, por meio de seu advogado, de obter informações sigilosas sobre o acordo de colaboração premiada de Mauro Cid "indica o perigo gerado pelo estado de liberdade do réu".

Esta é a segunda derrota enfrentada pela defesa de Câmara no STF neste ano. No início do mês, Moraes negou o pedido para que o coronel trabalhasse com análise de obras militares e produção de relatórios técnicos para o Comando Militar do Planalto. O ministro considerou que a proposta de trabalho era "juridicamente impossível, desarrazoável e inadequada" para alguém que foi condenado, ressaltando que as Forças Armadas desempenham um papel essencial na defesa da Constituição.

Marcelo Câmara nega envolvimento no golpe e afirma que o codinome de Moraes era apenas "uma brincadeira de quartel".


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