Anderson Torres

Moraes manda PM-DF explicar visitas a Anderson Torres fora do horário autorizado

Moraes solicita explicações à PM-DF sobre visitas a Anderson Torres

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), requisitou que o Comando do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal forneça esclarecimentos, em até 48 horas, sobre duas visitas ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres na penitenciária da Papudinha, que teriam ocorrido fora dos horários autorizados.

Em um despacho publicado na última segunda-feira, 23, Moraes mencionou que o relatório mais recente de visitas apresentado pela polícia ao STF indica que João Torres Filho, pai de Anderson, e Patrícia Gisele Torres, irmã do ex-ministro, estiveram no local em 11 de fevereiro, uma quarta-feira, das 17h às 19h. O ministro, que é relator do caso relacionado à tentativa de golpe de estado na corte, destacou que as visitas devem ocorrer apenas às quartas e sábados, em três períodos específicos: entre 8h e 10h, 11h e 13h ou 14h e 16h. Assim, as visitas a Torres ultrapassaram o limite de horário permitido.

Moraes estabeleceu os dias e horários para as visitas em 29 de janeiro de 2026, em resposta a um pedido de alteração feito pelo próprio batalhão responsável pela Papudinha.

“Diante do exposto, nos termos dos arts. 21 e 341 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, OFICIE-SE ao Comando do 19º Batalhão de Polícia Militar, para que preste esclarecimentos, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”, disse o ministro em sua determinação. O documento foi assinado na última sexta-feira, 20.

Anderson Torres, que foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), foi condenado pelo STF a 24 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado. Ele também ocupava o cargo de secretário de Segurança do Distrito Federal no dia 8 de janeiro.

A Folha tentou contato por e-mail com a assessoria de imprensa da Polícia Militar do DF e com o 19º Batalhão para questionar o motivo das visitas fora do horário permitido, além de solicitar um posicionamento sobre a decisão de Moraes, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.


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