golpe de Estado

Moraes autoriza Bolsonaro a receber estímulo elétrico craniano contra soluços na prisão

Moraes libera tratamento para Bolsonaro com Estímulo Elétrico Craniano

BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele inicie um tratamento contra crises de soluço utilizando um Estímulo Elétrico Craniano (CES).

Na decisão, Moraes autorizou o médico Ricardo Caiado a visitar Bolsonaro três vezes por semana, nas segundas, quartas e sextas-feiras, às 19h, com os equipamentos necessários para o tratamento. Os aparelhos médicos devem ser inspecionados conforme a determinação do ministro.

Atualmente, Bolsonaro encontra-se detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Sua transferência para essa unidade ocorreu em 15 de janeiro, após articulações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O ex-presidente foi condenado em 11 de setembro do ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe. Ele foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Conforme a petição apresentada pela defesa, o tratamento envolverá clipes auriculares bilaterais, com sessões variando de 50 minutos a uma hora, durante as quais o paciente permanece em repouso consciente.

Os advogados destacam que, nas primeiras aplicações da neuromodulação, foi possível observar melhorias significativas nos parâmetros gerais de saúde de Bolsonaro, incluindo sono e ansiedade, além da redução dos soluços.

A defesa também alega que, durante o tratamento elétrico, os soluços chegaram a cessar completamente.

Diante dessas informações, os advogados afirmam que a neuromodulação é uma complementação essencial ao tratamento medicamentoso que Bolsonaro já está utilizando.

Eles solicitaram que as sessões fossem realizadas preferencialmente ao final do dia, em um horário próximo ao repouso noturno, respeitando as normas de segurança, o que foi aceito por Moraes.

Os advogados sustentam que o tratamento deve ser contínuo e por prazo indeterminado.


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