Ministro Fávaro e governador Helder Barbalho dialogam sobre pautas estratégicas para agro paraense
Diálogo entre Fávaro e Barbalho sobre o agro paraense
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, encontrou-se nesta quarta-feira, 11 de outubro, com o governador do Pará, Helder Barbalho, e representantes das cadeias produtivas do cacau, pecuária e óleo de palma. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF).
Entre os assuntos abordados, destacaram-se medidas de apoio à cadeia produtiva do cacau, a ampliação de mercados para a indústria de carnes bovina do Pará e a revisão das taxas de importação no setor de palma.
Durante a reunião, Fávaro e Barbalho dialogaram com representantes de associações cacaueiras sobre a atual situação da importação de cacau da Costa do Marfim e discutiram a Instrução Normativa 125/2021.
Fávaro enfatizou a relevância do setor e a atenção do governo federal aos apelos dos produtores cacaueiros. "Reconhecemos que a cadeia do cacau envolve milhares de famílias e gera um impacto social significativo. Nosso objetivo é encontrar soluções que garantam a viabilidade econômica da cultura, com equilíbrio de mercado e proteção aos produtores", afirmou.
O ministro também mencionou que uma comitiva do Mapa finaliza uma missão na Costa do Marfim esta semana para avaliar as conformidades sanitárias das plantações de cacau.
"Não vamos comprometer a questão sanitária em hipótese alguma. O Brasil conquistou uma reputação internacional como fornecedor seguro e competitivo. Qualquer decisão sobre importações será responsável, protegendo a produção nacional e as famílias que dependem da cadeia do cacau", destacou.
O governador Helder Barbalho salientou a importância de apoiar os produtores, ressaltando que o estado enfrenta um momento de excesso de oferta e queda nos preços. "Precisamos equilibrar a balança comercial e proteger o produtor do Pará, garantindo que o cacau continue sendo um motor econômico, social e ambiental para o estado e para o Brasil", afirmou.
Além das pautas do cacau, Fávaro e Barbalho também se reuniram com representantes das indústrias de carnes do estado para discutir novas oportunidades de mercado.
Fávaro ressaltou que a missão de abrir novos mercados para a agropecuária brasileira foi uma diretriz dada pelo presidente Lula no início de sua gestão em 2023. "Os esforços dos últimos anos para abrir novos mercados e habilitar plantas industriais têm gerado resultados concretos. O Pará é um exemplo de estado que pode expandir sua presença no comércio internacional de carnes", declarou.
Barbalho enfatizou que a abertura de mercados internacionais também promove práticas sustentáveis na produção. "Quanto mais habilitações internacionais tivermos, mais os produtores se direcionarão a mercados que oferecem melhores preços, estimulando boas práticas e criando uma política de sustentabilidade baseada em rentabilidade", afirmou.
O Pará ocupa a segunda posição no ranking de rebanho bovino do país, presente em 143 mil propriedades dos 144 municípios, com mais de 23,4 milhões de bovinos em uma área de pastagens de 19,3 milhões. Em 2025, a previsão é de mais de 1,8 milhão de toneladas, sendo 304 mil destinadas ao consumo interno e 222 mil à exportação.
Para finalizar a agenda, Fávaro e Barbalho se reuniram com representantes da cadeia produtiva da palma.
Representantes relataram que a produção de palma no Brasil tem crescido nos últimos anos e destacaram a necessidade de manter a atual taxa de importação.
Fávaro propôs que o tema seja debatido em uma reunião extraordinária na Gecex/Camex. "O setor apresentou dados relevantes sobre o crescimento da produção nacional de palma e a necessidade de ajustar a política de importação à realidade atual do mercado. Vamos analisar as possibilidades e levar o tema para discussão na reunião extraordinária da Gecex, com base em dados técnicos e na posição dos estados e entidades representativas, buscando a melhor solução para o setor", concluiu.
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