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Minidólar (WDOJ26): agenda forte e níveis técnicos no radar

02/03/2026 06h06

Atualizado 11 minutos atrás

O minidólar (WDOJ26), com vencimento em abril, fechou a última sessão (27/02) em baixa de 0,20%, a 5.170,5 pontos, retomando o fluxo negativo no curto prazo. O dólar, por sua vez, terminou próximo da estabilidade após uma sessão volátil marcada pela formação da Ptax de fim de mês. A moeda chegou a ultrapassar R$ 5,17 pela manhã, mas perdeu força após a definição da taxa pelo Banco Central, acompanhando a leve fraqueza do dólar no exterior. No Brasil, o IPCA-15 subiu 0,84% em fevereiro, superando as expectativas e pressionando os juros futuros, o que diminui as apostas por cortes mais intensos na Selic.

Para os traders, a última sessão foi marcada por movimentos técnicos focados nas janelas da Ptax, com oscilações intradiárias significativas seguidas de uma acomodação. O cenário é influenciado por uma inflação acima das projeções, ajustes na curva de juros e um dólar externo mais fraco — fatores centrais para a análise do minidólar no próximo pregão.

No intraday, o minidólar encerrou em baixa, negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando que os vendedores reassumiram o controle.

Para que o ativo mostre sinais de recuperação, será essencial a entrada de volume comprador que consiga romper a resistência em 5.174,5/5.186 pontos. Se esse rompimento ocorrer, o contrato pode almejar 5.199,5/5.215, com extensão até 5.223,5/5.233 pontos.

Por outro lado, a quebra do suporte em 5.162/5.155 pontos pode acentuar o fluxo vendedor, levando o mercado a 5.147/5.133, com um alvo mais longo na faixa de 5.120/5.112 pontos. Essas zonas devem ser monitoradas durante o pregão.

No gráfico diário, o minidólar ainda se posiciona abaixo das médias móveis, mantendo uma estrutura de tendência de baixa. Para que haja uma mudança de cenário, o ativo precisa superar 5.215/5.240,5 pontos, o que abriria espaço para 5.276,5/5.310 pontos.

Se o suporte em 5.157/5.110 pontos for rompido, o contrato poderá testar 5.072/5.023,5 pontos. O IFR (14) está em 28,73, numa região de sobrevenda, aumentando a probabilidade de repiques técnicos, embora ainda sem indícios claros de reversão estrutural.

Nos gráficos de 60 minutos, o minidólar continua abaixo das médias de 9 e 21 períodos, reforçando o viés negativo no curto prazo.

Para que o ativo tente inverter essa tendência, será necessário superar a resistência em 5.186/5.215 pontos. Caso isso ocorra, o contrato pode buscar 5.233/5.250, com projeções mais longas em 5.288 e 5.310 pontos.

Se o fluxo vendedor persistir, a atenção deve ser mantida no suporte em 5.155/5.112 pontos. Uma perda consistente dessa região pode intensificar o movimento corretivo, direcionando o contrato para 5.072/5.053, com alvos mais distantes em 5.023/5.000 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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