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Meta aciona Justiça contra grupos que usam deepfakes de famosos em anúncios falsos de saúde

Meta aciona Justiça contra grupos que utilizam deepfakes em anúncios fraudulentos

A Meta, responsável por plataformas como WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, entrou com ações judiciais no Brasil e na China contra grupos que exploram deepfakes para aplicar golpes.

A empresa informa que os envolvidos manipulam imagens e áudios de celebridades e criadores de conteúdo para enganar usuários e direcioná-los a anúncios que levam a sites fraudulentos. Essas páginas geralmente solicitam informações pessoais ou pagamentos.

No Brasil, as ações judiciais visam indivíduos e empresas que utilizaram vozes alteradas de famosos para promover produtos de saúde fraudulentos e que venderam cursos sobre as táticas de golpe.

Na China, a Meta moveu uma ação contra uma empresa que teria utilizado anúncios de “clickbait” para atrair usuários dos Estados Unidos e do Japão para um grupo de investimento.

Muitas dessas propagandas falsas envolvem temas de saúde. Drauzio Varella, Renata Vasconcellos e Ana Maria Braga são algumas das personalidades cujas imagens têm sido indevidamente utilizadas, conforme apontado em reportagem do Estadão. As imagens são exploradas para criar uma falsa credibilidade e vender tratamentos falsos, uma estratégia chamada pela Meta de “celeb-bait”.

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A empresa declara que, para combater essa prática, implementou um programa de proteção para celebridades cujas imagens frequentemente são exploradas. De acordo com a Meta, a tecnologia já protege fotos de mais de 500 mil figuras públicas em todo o mundo.

Além das ações no Brasil e na China, a Meta também processou grupos no Vietnã que fraudavam assinaturas e utilizavam a técnica de “cloaking”. Essa prática prejudica os sistemas de revisão de anúncios ao ocultar a verdadeira natureza do site vinculado à publicidade. Nesses casos, a página associada a um anúncio aparentemente legítimo exibe uma versão para o sistema de checagem, mas apresenta conteúdo diferente aos usuários.

Uma das empresas processadas no Vietnã veiculava anúncios fraudulentos, oferecendo produtos de marcas conhecidas com grandes descontos em troca do preenchimento de uma pesquisa. As vítimas eram redirecionadas a sites que solicitavam dados de cartão de crédito para a compra de itens que nunca eram entregues, além de serem submetidas a cobranças recorrentes não autorizadas, prática conhecida como fraude de assinatura.

A Meta afirma que bloqueou e removeu os anúncios assim que foram detectados. A empresa também passou a utilizar ferramentas com inteligência artificial para aprimorar a identificação de peças que redirecionam usuários a sites prejudiciais. Segundo a companhia, os recursos permitem a rejeição de anúncios com mais rapidez e uma ação mais ágil após denúncias dos usuários.


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