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Meses de planejamento e decisão em cima da hora: os bastidores do ataque que matou o líder do Irã, Ali Khamenei

Meses de planejamento e decisões em cima da hora nos bastidores do ataque que resultou na morte do líder do Irã, Ali Khamenei

O ataque que ceifou a vida do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, ocorreu de manhã, contrariando a expectativa de que aconteceria à noite. Essa escolha temporal foi resultado de uma informação crucial recebida horas antes pelos Estados Unidos e Israel.

Por meses, ambos os países monitoraram atentamente os movimentos do líder iraniano, aguardando uma oportunidade em que ele e outras figuras importantes estivessem reunidos. A confirmação de que Khamenei estaria em um complexo central de Teerã em um sábado pela manhã foi um sinal verde.

Os métodos de monitoramento utilizados são mantidos em segredo, mas o então presidente americano, Donald Trump, fez referência a eles em suas redes sociais, insinuando que a inteligência e os sistemas de rastreamento utilizados eram altamente sofisticados.

Durante a guerra de junho de 2025, Israel já havia atacado cientistas e funcionários do programa nuclear iraniano, utilizando infiltrações em sistemas de telecomunicações para rastrear movimentos. Isso incluía o monitoramento de guarda-costas de figuras importantes, permitindo a construção de um "padrão de vida" que facilitava a previsão de atividades e momentos de vulnerabilidade.

Apesar da consciência do Irã sobre a mira de seus inimigos, a dificuldade em neutralizar essas vulnerabilidades sugere falhas na segurança e na contrainteligência, ou uma adaptação constante dos métodos por parte de Israel e dos EUA.

Informações provenientes da CIA foram repassadas a Israel, possibilitando a execução do ataque. Existe uma clara divisão de trabalho entre os dois países, com Israel focando em líderes iranianos e os EUA em alvos militares.

O planejamento resultou em um ataque coordenado, utilizando aviões capazes de disparar mísseis de longo alcance. O ataque, que não era apenas uma tentativa de eliminar Khamenei, foi pensado para sinalizar o começo de uma campanha mais ampla.

Os caças israelenses, que podem levar até duas horas para chegar a Teerã, realizaram o ataque por volta das 9h40 do horário local, utilizando 30 bombas. A presença de um bunker subterrâneo no complexo pode ter exigido múltiplas munições para garantir a eficácia do ataque.

Além do complexo de Khamenei, outros locais em Teerã também foram atingidos, incluindo o gabinete do presidente Masoud Pezeshkian, que afirmou estar em segurança. A morte de três altos funcionários da defesa iraniana foi confirmada, incluindo Ali Shamkhani, Aziz Nasirzadeh e Mohammad Pakpour.

Enquanto o ataque ocorria, Trump se reunia com assessores em Mar-a-Lago, na Flórida, aguardando a confirmação da morte do líder supremo. O Irã já havia se preparado para essa eventualidade, com planos de sucessão para Khamenei e outros altos funcionários.

A morte do líder pode ter implicações significativas no conflito, especialmente em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. Trump alertou que o Irã continuava a desenvolver mísseis de longo alcance e instou os iranianos a aproveitarem a situação para derrubar o regime clerical.

Para Benjamin Netanyahu, presidente de Israel, um "regime terrorista assassino" não deve ter acesso a armas nucleares. Ambos os líderes acreditam que o regime iraniano está vulnerável, devido a uma grave crise econômica e à repressão brutal a manifestantes.

Em resumo, a avaliação de que esta era uma oportunidade única levou os EUA e Israel a agir de maneira decisiva.


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