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Mercado reduz previsão da inflação para 3,91% este ano

A expectativa do mercado financeiro para o IPCA, índice oficial da inflação, foi ajustada de 3,95% para 3,91% para o ano de 2026. Essa alteração, registrada no mais recente Boletim Focus, marca a sétima semana consecutiva de redução na previsão e sugere um possível corte na Taxa Selic a partir de março. As instituições financeiras também projetam um crescimento do PIB de 1,82% e uma cotação do dólar em R$ 5,45 ao final do ano.

Principais Tópicos

A previsão da inflação para 2026 encontra-se dentro da meta estipulada pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O BC deve iniciar a redução da Taxa Selic em março, após mantê-la em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.

As projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano foram elevadas de 1,8% para 1,82%.

A cotação do dólar ao fim de 2026 é esperada em R$ 5,45, com um leve aumento previsto para 2027.

Em janeiro, a inflação oficial foi de 0,33%, impulsionada pelos aumentos nos preços da energia elétrica e da gasolina.

A previsão do mercado para a inflação de 2027 permanece em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5% para ambos os anos.

Contexto Atual

A contínua redução na previsão de inflação se mantém dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em janeiro, a inflação foi impactada pelo aumento nos preços de serviços essenciais, resultando em um fechamento de 0,33%, o mesmo índice registrado em dezembro, o que levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

O Banco Central utiliza a Taxa Selic como principal ferramenta para controlar a inflação, atualmente fixada em 15% ao ano. Apesar do cenário favorável de redução da inflação, o Copom decidiu manter os juros inalterados na última reunião, realizada no fim de janeiro.

As expectativas do mercado financeiro indicam que a Selic pode ser reduzida para 12,13% ao ano até o final de 2026 e que, em 2027 e 2028, pode cair para 10,5% e 10%, respectivamente, chegando a 9,5% em 2029.

Quando a Selic aumenta, a intenção é conter a demanda aquecida, o que tem repercussões diretas nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito.

Com a redução da Selic, espera-se que o crédito se torne mais acessível, incentivando o consumo e a produção, além de estimular a atividade econômica.

As instituições financeiras também ajustaram suas expectativas para o crescimento da economia brasileira, agora projetando um aumento de 1,82% neste ano. Para 2027, a previsão do PIB continua em 1,8%, e para 2028 e 2029, a expectativa é de uma expansão de 2% em ambos os anos.

No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,1%, considerado estável pelo IBGE. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está programada para 3 de março.

A previsão da cotação do dólar é de R$ 5,45 ao final deste ano, com uma expectativa de leve aumento, chegando a R$ 5,50 em 2027.


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