Mercado mantém estáveis projeções de inflação e PIB para 2026
Projeções de inflação e PIB para 2026 se mantêm
As expectativas para o crescimento econômico brasileiro neste ano são de 1,82%, conforme aponta o Banco Central.
A recente edição do Boletim Focus revelou que as previsões para o PIB e a inflação de 2026 permanecem inalteradas. A economia nacional continua apresentando um crescimento moderado, e o mercado aguarda reduções graduais na Selic a partir de março, contanto que a inflação se mantenha sob controle. A seguir, os principais indicadores.
Principais Indicadores
A projeção do PIB para 2026 segue em 1,82%, com estimativas de 2% para 2028 e 2029.
A inflação oficial, medida pelo IPCA, permanece em 3,91% para este ano, alinhada com a meta estabelecida pelo Banco Central.
Atualmente, a Selic, que está fixada em 15%, deve iniciar uma trajetória de queda em março, com uma expectativa de chegar a 12% até o final de 2026.
A cotação do dólar é projetada em R$ 5,42 para o encerramento de 2026.
Em 2024, a economia brasileira apresentou um crescimento de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.
Detalhes das previsões econômicas
As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026 se mantiveram estáveis na mais recente edição do Boletim Focus, divulgada na segunda-feira (2) pelo Banco Central. A estimativa de crescimento da economia brasileira para este ano continua em 1,82%. Para 2027, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, a expectativa é de 2% para ambos os anos.
No terceiro trimestre de 2025, a economia cresceu 0,1%, impulsionada pelas expansões nos setores industrial e agropecuário, caracterizando estabilidade, conforme o IBGE. O PIB consolidado de 2025 será anunciado na terça-feira (3).
A previsão para a cotação do dólar se estabelece em R$ 5,42 até o final deste ano, com uma expectativa de R$ 5,50 para o final de 2027.
Após um período de sete semanas de queda, a expectativa do mercado para o IPCA permanece em 3,91% para este ano. Para 2027, a projeção da inflação foi levemente ajustada de 3,8% para 3,79%. As previsões para 2028 e 2029 indicam 3,5% para ambos os anos.
A expectativa para a inflação em 2026 está dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais. Isso significa que o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em janeiro, a pressão nos preços de energia elétrica e gasolina resultou em uma inflação de 0,33%, similar ao patamar de dezembro. Isso fez com que o IPCA acumulasse um aumento de 4,44% em 2025.
Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a Selic como principal ferramenta, atualmente fixada em 15% ao ano. Apesar da tendência de queda da inflação e do dólar, o Copom decidiu não alterar a taxa na última reunião, mantendo-a em níveis elevados pela quinta vez consecutiva no final de janeiro.
A Selic está em seu maior nível desde julho de 2006. O Copom indicou que iniciará a redução da taxa em março, caso a inflação permaneça controlada e não surjam surpresas no cenário econômico. A previsão para a Selic foi revisada para 12% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, as expectativas são de 10,5% e 10%, respectivamente, enquanto em 2029, a taxa poderá chegar a 9,5% ao ano.
A elevação da Selic visa conter a demanda aquecida, impactando os preços ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Assim, taxas mais altas podem dificultar a expansão econômica. Os bancos também consideram outros fatores ao definir os juros para os consumidores, como o risco de inadimplência e despesas administrativas.
Com a redução da Selic, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, incentivando a produção e o consumo, o que pode impactar o controle da inflação e estimular a atividade econômica.
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