cnnbrasil

Mercado de commodities ainda tem incertezas em relação à China

A Casa Branca revogou hoje todas as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. A decisão é uma resposta à determinação da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou o tarifaço ilegal. Os novos decretos serão assinados e publicados no Diário Oficial. No momento, a cobrança de 10% permanece em vigor, mas o governo americano já anunciou que está trabalhando para aumentar a alíquota para 15%.

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago mantêm o viés positivo do dia anterior. O contrato para maio opera em alta de 0,30% nesta quarta-feira (25), cotado em US$ 11,58 o bushel, o melhor valor dos últimos três meses.

As mudanças na política comercial dos EUA e a aprovação de uma taxa única de 10% levantam questões sobre a continuidade das compras de soja americana pela China. Essa expectativa havia surgido após a trégua comercial entre os dois países, ocorrida no final de outubro.

Sem a pressão do tarifaço e sem o "poder de barganha" de Trump, a China pode optar pela safra brasileira. Um trader de oleaginosas em Cingapura revelou à Reuters que "os compradores preferem a soja brasileira porque é muito mais barata".

A competitividade do Brasil pode ser impactada pelo ritmo lento da colheita. Um levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica uma redução de 770 mil toneladas no embarque semanal de fevereiro.

No mercado futuro do milho, os contratos permanecem estáveis, apresentando leves ganhos. Na bolsa de Chicago, o contrato para maio mostra alta de 0,23%, negociado a US$ 4,39 o bushel.

O cacau, na bolsa de Nova York, apresenta viés de alta de 0,55% nesta manhã de quarta-feira, com o contrato para maio a US$ 3.095 a tonelada, após atingir a mínima em mais de dois anos e meio (US$ 2.952 a tonelada).

Na Costa do Marfim, maior produtor mundial, circulam rumores de que o governo planeja reduzir em 35% o preço regulado para os agricultores, visando destravar as vendas de cacau de melhor qualidade no mercado internacional.

Os contratos do algodão estão em alta de 1% na bolsa de Nova York nesta manhã.

No Brasil, um levantamento do Cepea mostra que os preços do algodão em pluma estão em queda, pressionados pela desvalorização do dólar frente ao real, o que diminui a atratividade das exportações. Os agentes brasileiros continuam focados na finalização da semeadura da safra 2025/2026. No Hemisfério Norte, os produtores já começam a planejar a temporada 2026/2027, que deve ser menor que a safra atual.


← Voltar para as notícias