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Mendonça resiste em enviar caso Master para a 1ª instância

Resistência de Mendonça em Enviar Caso Master para a 1ª Instância

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), manifesta resistência em enviar o processo que investiga a fraude financeira para a primeira instância neste momento.

O magistrado também enfrenta dificuldades em considerar o desmembramento da ação, devido às conexões identificadas entre as diferentes frentes de investigação.

Atualizações da PF sobre o Caso Master

Mendonça concedeu um prazo de até 60 dias para que a Polícia Federal apresente um levantamento de indícios relacionados a autoridades com foro privilegiado e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Somente após essa apresentação, o relator deverá se pronunciar sobre o assunto.

Até o momento, as reuniões entre Mendonça e os investigadores têm se concentrado na análise do procedimento do inquérito, sem abordar situações específicas de autoridades com foro, conforme apuração da CNN.

Na decisão tomada na semana passada, o ministro determinou a devolução do material apreendido à PF e autorizou a corporação a realizar extrações, análises e indexações dos aproximadamente 100 dispositivos eletrônicos confiscados.

Preocupações de Mendonça

Mendonça, que assumiu a relatoria após Dias Toffoli, tem três principais preocupações que o levam a querer manter o caso Master na Corte. Uma delas é o temor de que o desmembramento do processo possa abrir espaço para alegações de nulidade dos atos.

Outro receio em resistir ao envio do caso à primeira instância é a possibilidade de vazamentos de informações, uma vez que isso permitiria que mais pessoas tivessem acesso ao inquérito.

Ademais, o ministro acredita que a remessa parcial do processo à primeira instância poderia atrasar as investigações.

Na quinta-feira (19), em sua primeira decisão como relator, Mendonça limitou o acesso da cúpula da PF aos detalhes do inquérito. O intuito é proteger as informações, permitindo que apenas os investigadores diretamente envolvidos tenham conhecimento dos dados.

Reuniões com a PF

De acordo com fontes próximas ao ministro, essa não é uma ação específica contra o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mas sim uma técnica de compartimentação de informações que Mendonça aplica em todos os seus processos.

Nesta segunda-feira (23), o ministro participou de uma segunda reunião de aproximadamente três horas com delegados da PF envolvidos no caso Master, visando uma atualização das investigações.

Durante a audiência, a PF apresentou um relato atualizado sobre o progresso das apurações. A reunião também serviu para que a PF conhecesse a lista de processos relacionados à Operação Compliance Zero e seus desdobramentos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro.

Antes desse encontro, Mendonça também se reuniu com advogados de Vorcaro.


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