Menções e passagens com mesmo localizador levaram PF a investigar Lulinha
Investigação da PF envolve Lulinha após menções em documentos
A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após encontrar referências ao seu nome em conversas e documentos que indicam possíveis irregularidades. Essa informação foi confirmada após a autorização do ministro do STF, André Mendonça, para a quebra do sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A investigação começou no final do ano passado, conforme revelou a analista de Política da CNN, Jussara Soares, durante o programa CNN Prime Time. A PF notificou o STF sobre as apurações relacionadas a menções encontradas em celulares, conversas, depoimentos e documentos que citavam Lulinha.
Um dos principais fatores que impulsionaram a investigação foi uma conversa entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", e a empresária Roberta Luchsinger, que supostamente atuaria como intermediária entre Lulinha e Antunes. Embora o relatório da PF não aponte indícios concretos de que Lulinha seria sócio do "careca do INSS", a corporação optou por aprofundar a investigação.
Outro aspecto importante da apuração inclui o depoimento do empresário Edson Claro, que teria mencionado Lulinha como um possível parceiro de Antunes. Adicionalmente, a descoberta de passagens aéreas compradas com o mesmo localizador para Lulinha e Luchsinger levantou suspeitas, sugerindo que as compras foram feitas de forma simultânea.
A autorização para a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha foi concedida por André Mendonça em janeiro deste ano, mas o assunto permaneceu em sigilo até recentemente. A informação ganhou destaque após uma confusão na CPMI do INSS na quinta-feira (26), sendo inicialmente divulgada pelo site Poder 360 e posteriormente confirmada pela CNN Brasil.
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