Médico acusado de assédio tem prisão revogada pela Justiça: caso em Quixadá. Saiba como pedir ajuda contra violência.
Médico acusado de assédio tem prisão revogada pela Justiça em Quixadá
Um médico e ex-professor universitário, Yuri Portela, acusado de assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna, teve sua prisão preventiva revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira, dia 18. A prisão ocorreu em 29 de janeiro em Quixadá, após uma denúncia feita pela vítima.
Na decisão, o STJ destacou que não haviam novos fatos que justificassem a manutenção da prisão, considerando que os supostos crimes ocorreram em maio de 2025. Desde então, não houve registro de outras infrações. A defesa de Yuri argumentou que a aluna já possuía medidas protetivas desde junho de 2025, as quais não foram descumpridas, e que a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), feita em setembro de 2025, não solicitou a prisão preventiva.
O ministro Reynaldo Soares da Fonseca ressaltou que a prisão foi decretada sem a indicação de qualquer risco atual, dado que os fatos descritos datam de meses anteriores e não houve novos eventos que justificassem a medida.
O médico foi detido em Quixadá, onde lecionava em uma faculdade particular. Segundo o MPCE, ele utilizou sua posição para constranger a aluna, oferecendo vantagens acadêmicas em troca de favores sexuais. A prisão preventiva, conforme a acusação, era necessária para garantir a ordem pública e evitar novas intimidações à vítima. Após a detenção, outras mulheres também se apresentaram ao MPCE com denúncias contra o médico.
A defesa celebrou a decisão do STJ, afirmando que a prisão foi baseada apenas na gravidade do delito sem evidências concretas de risco à ordem pública. Os advogados, Bruno Queiroz e Júnior Pinheiro, afirmaram que a inocência de Yuri será plenamente demonstrada ao longo do processo.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
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