Médico acusado de assediar sexualmente aluna deixa prisão
Médico acusado de assediar sexualmente aluna é liberado pela Justiça
O médico Yuri Portela, investigado por assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna, teve sua prisão preventiva revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada devido à falta de novos elementos que justificassem a manutenção da prisão.
Yuri foi detido em janeiro em Quixadá, no Ceará, após a denúncia de uma estudante que relatou assédio e abuso de sua posição como professor.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) havia defendido a prisão, citando a gravidade das acusações e a necessidade de proteger a vítima de possíveis intimidações, especialmente após outras mulheres relatarem experiências semelhantes.
Na análise, a Corte destacou que as medidas protetivas em vigor desde junho de 2025 foram respeitadas, não apresentando risco atual para a vítima.
O médico, que lecionava em uma faculdade particular onde a aluna estudava, utilizava sua posição para coagir a estudante a manter relações sexuais em troca de vantagens acadêmicas, conforme o pedido de prisão do MPCE.
Após a detenção, outras mulheres se apresentaram ao MPCE com denúncias adicionais contra o médico.
Na decisão, o STJ questionou a necessidade da prisão preventiva, uma vez que não foram apresentados riscos concretos meses após os eventos, e reafirmou que não houve descumprimento das medidas protetivas.
A defesa de Yuri Portela comemorou a decisão do tribunal, que autorizou sua soltura imediata.
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