MDB decide votar contra PL da Dosimetria no Senado, anuncia Veneziano
MDB se opõe ao PL da Dosimetria no Senado, declara Veneziano
A proposta visa a redução das penas para aqueles condenados pelos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, o líder da Maioria no Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), anunciou que o partido decidiu se manifestar contra o chamado PL da Dosimetria, que propõe a diminuição das penas para os envolvidos nos atos golpistas.
Essa decisão foi tomada após uma reunião da bancada e será apresentada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que analisará a proposta nesta quarta-feira, 17 de dezembro.
Veneziano destacou que a escolha reflete a opinião da maioria dos senadores do MDB e a percepção geral da sociedade. Ele classificou o projeto como uma forma de “quase anistia” para os que participaram da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.
“Saí um pouco do plenário para uma reunião de bancada do MDB, onde discutimos a proposta da dosimetria, que tenho tratado como quase anistia. O MDB, em sua esmagadora maioria, se posicionou contrariamente a esta matéria. Assim, nos exporemos amanhã na Comissão de Constituição e Justiça”, declarou.
Veneziano já havia manifestado sua oposição ao PL anteriormente.
O senador paraibano ressaltou que a posição do partido reafirma seu entendimento, defendido desde a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, que ocorreu sem a tramitação pelas comissões. De acordo com Veneziano, o MDB pretende atuar de forma firme no Senado contra essa proposta.
Além do trabalho no Congresso, o senador participou de manifestações contrárias ao PL da Dosimetria em João Pessoa e em outras cidades do país, enfatizando a defesa da democracia e a responsabilização dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
Da bancada da Paraíba, o senador Efraim Filho (União), que é pré-candidato ao governo com o apoio de bolsonaristas, deve votar a favor da dosimetria das penas, já tendo se posicionado favoravelmente em entrevistas.
Por outro lado, a senadora Daniella Ribeiro (PP) ainda não se manifestou sobre o assunto.
Angélica Nunes
Laerte Cerqueira
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