Mauro reforça que não vai liberar vereadora para sair do União: 'se elegeu com votos do partido'
Mauro reforça que não vai liberar vereadora para sair do União: 'se elegeu com votos do partido'
O governador Mauro Mendes (União) negou qualquer tipo de boicote à vereadora Michelly Alencar (União) na tentativa dela de deixar o partido para disputar uma candidatura a deputada estadual ou federal nas eleições de 2026. Segundo ele, o que está ocorrendo é o cumprimento da legislação eleitoral, que impede a troca de partido político por ocupantes de cargos proporcionais — vereadores e deputados — fora do período da janela partidária.
Neste ano, a janela está aberta apenas para deputados estaduais e federais. Vereadores não têm esse espaço e precisam de uma carta de liberação para trocar de sigla.
“Não é o Mauro Mendes, não é nenhum presidente de partido que muda essa lei eleitoral individualmente. E a lei é muito clara: ninguém se elege sozinho em uma chapa proporcional de vereador, deputado estadual ou federal. Então, esse cidadão que se elege dentro do partido tem um vínculo com o partido, porque ele não se elegeu apenas com o próprio voto. Portanto, ele não pode ir embora, sendo que aquela eleição foi conquistada com o voto de todos os demais membros do partido”.
O governador destacou que a diretriz nacional do União Brasil é vetar a saída de membros da sigla que possuem mandato.
“O espaço está aberto. Ela e outras pessoas manifestaram, por conveniência pessoal, o desejo de sair e buscar outra agremiação, e o partido aqui, e no Brasil inteiro, decidiu que não vai liberar ninguém”.
A vereadora Michelly Alencar explicou que pretende deixar o União Brasil para buscar espaço em um partido que forme uma chapa na qual ela tenha chances de vencer. Com quatro deputados de mandato, ela entende que, no União, não terá essa oportunidade, mesmo que obtenha uma boa votação.
Michelly lamentou a decisão do União, principalmente em um momento em que se luta pela participação das mulheres na política. Ela avalia medidas judiciais para poder deixar a sigla sem correr o risco de perder o mandato.
“Estou avaliando se vou à Justiça. Estou aguardando essa resposta oficial do partido, porque não tenho como entrar na Justiça sem uma resposta formal. O que eu tenho agora é o que a imprensa me disse”.
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