Mauro Cid Mauro Cid – Wikipédia, a enciclopédia livre

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Mauro Cid: Perfil e Controvérsias

Mauro Cesar Barbosa Cid nasceu em Niterói no dia 17 de maio de 1979 e é um tenente-coronel ativo do Exército Brasileiro. Atuou como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e enfrenta investigações pela Polícia Federal relacionadas a diversos crimes supostamente cometidos durante a gestão de Bolsonaro.

Sua primeira prisão ocorreu em maio de 2023, durante uma operação que investigava a falsificação de cartões de vacinação de Bolsonaro e seus assessores, mas foi liberado em seguida. Em 22 de março de 2024, foi detido novamente por obstrução de justiça e descumprimento de medidas cautelares, sendo solto em 3 de maio após aceitar cumprir restrições. No dia 21 de novembro de 2024, foi indiciado no inquérito que apura uma tentativa de golpe de estado para manter Bolsonaro no poder após sua derrota para Lula nas eleições de 2022. Em 18 de fevereiro de 2025, a PGR apresentou denúncias contra Bolsonaro e outros, com Cid acusado de golpe de estado e organização criminosa.

Em 13 de junho de 2025, foi determinada sua prisão pela terceira vez, sob suspeitas de tentar obter um passaporte português para facilitar sua fuga do Brasil, mas a ordem foi revogada no ato de cumprimento.

No dia 11 de setembro de 2025, Cid foi condenado a 2 anos de prisão em regime aberto, com benefícios por delação premiada, pelos crimes de organização criminosa armada e tentativa de golpe de estado. Essa condenação marca um marco na história do Brasil, sendo a primeira vez que generais são condenados por golpe de estado.

Cid é filho do general de exército da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras.

Ele é casado com Gabriela Cid e pai de três filhas.

Ingressou no Exército em 1996 e se formou na Academia Militar em 2000, onde se destacou em cursos militares. Durante o governo Bolsonaro, tornou-se ajudante de ordens do presidente, cargo que assumiu em 2018.

Em 2022, tornou-se tenente-coronel e, ao final do governo, planejava comandar um batalhão em Goiânia. Contudo, após um pedido do presidente Lula, sua nomeação foi revertida, resultando em sua transferência para um cargo administrativo.

Em 3 de maio de 2023, foi preso na Operação Venire sob suspeita de fraudes no Conecte SUS. Ele se manteve em silêncio durante depoimentos na CPMI do Golpe, levando a CPMI a acionar a Justiça Federal e o Supremo Tribunal Federal.

Em 18 de setembro de 2023, o Exército formalizou seu afastamento de funções, retroativo a 9 de setembro, e, após homologar um acordo de delação premiada, concedeu-lhe liberdade provisória com medidas cautelares.

Cid é investigado por saques de recursos de cartões corporativos da Presidência e, em depoimentos, revelou que os gastos com motociatas de Bolsonaro eram financiados por esses cartões.

Acusado de tentar retirar joias sauditas da alfândega, Cid assinou um ofício solicitando a incorporação das joias ao patrimônio público, embora outros subordinados tenham afirmado que eram destinadas ao acervo pessoal de Bolsonaro.

Em julho de 2024, a PF indiciou Cid por peculato e lavagem de dinheiro no caso das joias sauditas.

Participou de investigações sobre milícias digitais e, em conversas interceptadas, discutiu planos de golpe militar e tentou pressionar autoridades do Exército.

Em 7 de setembro de 2023, a PF aceitou seu acordo de delação premiada e, em 9 de setembro, Cid foi solto.

Em 19 de março de 2024, durante depoimento, Cid admitiu ter emitido certificados falsos de vacinação em nome de Jair Bolsonaro e sua filha.

A prisão e libertação de Cid têm sido acompanhadas de perto, e ele enfrentou novos processos em decorrência de suas ações e declarações.

Em 9 de junho de 2025, confirmou pressões de Bolsonaro sobre o então ministro da Defesa em relação ao processo eleitoral. Em 3 de novembro de 2025, sua tornozeleira eletrônica foi retirada, e ele passou a cumprir pena em regime aberto, respeitando restrições de comunicação e viagem.


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