Mauro Cid vai à reserva aos 46 anos com salário de R$ 16 mil e aciona regra de “quota compulsória” no Exército
Mauro Cid é transferido para a reserva remunerada do Exército
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi transferido para a reserva remunerada do Exército aos 46 anos, recebendo um salário de aproximadamente R$ 16 mil.
A transferência foi realizada por meio da "quota compulsória", um mecanismo que visa a renovação dos quadros das Forças Armadas, conforme a portaria publicada no Diário Oficial da União.
Essa decisão afasta Cid da estrutura operacional do Exército em um momento em que as investigações sobre a tentativa de golpe e o desvio de joias estão em andamento.
O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid foi oficialmente afastado de suas funções ativas, conforme a Portaria – DAP/DGP/C Ex Nº 115, datada de 18 de fevereiro de 2026. Essa medida garante a ele uma remuneração mensal proporcional, estimada em R$ 16 mil, após um período de incerteza sobre seu status administrativo, especialmente após fechar um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em 2023.
A portaria menciona a aplicação da “quota compulsória”, uma norma prevista na Lei dos Militares que busca assegurar a renovação dos quadros e a fluidez nas carreiras militares. Essa regra é acionada quando militares não possuem mais perspectivas de ascensão ou ocupam cargos estratégicos, permitindo a entrada de novas turmas. A decisão administrativa isola Cid da estrutura operacional em meio ao avanço das investigações sobre os eventos relacionados ao ex-presidente.
O ato é fundamentado no Estatuto dos Militares para justificar o cálculo dos proventos e o formato da saída. Cid mantém o direito à remuneração proporcional ao tempo de serviço, já que a transferência para a reserva não implica a perda do posto ou patente. Esse processo é distinto da expulsão ou demissão, que ocorreria apenas em caso de condenação judicial com pena superior a dois anos, após análise de um tribunal de honra.
Impacto jurídico e administrativo
A mudança para a inatividade reduz a influência de Mauro Cid nas unidades militares e altera o foro para questões disciplinares internas. Embora continue sujeito ao Código Penal Militar em algumas situações, ele não ocupará mais cargos ou funções de confiança no Exército. Essa movimentação é vista como uma solução institucional para amenizar o desgaste da imagem das Forças Armadas, evitando a presença de um investigado em seus quadros ativos.
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