Mauro Cid

Mauro Cid consegue aposentadoria antecipada do Exército

Mauro Cid conquista aposentadoria antecipada do Exército

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiu a aposentadoria antecipada do Exército, com a autorização do comandante Tomás Paiva. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso relacionado a uma trama golpista, Cid deve desocupar seu imóvel funcional em Brasília e encerra sua carreira ativa, embora mantenha benefícios proporcionais.

A decisão foi tomada pelo comandante na terça-feira, e, com isso, Cid não será mais promovido e não poderá retornar ao serviço ativo. Ele poderá buscar outro emprego, mantendo o plano de saúde e um salário proporcional ao tempo de serviço.

A informação sobre a concessão da aposentadoria foi inicialmente divulgada pelo SBT News e confirmada pelo GLOBO.

A aposentadoria antecipada é concedida a militares com mais de 20 anos de serviço. O pedido foi analisado por uma comissão, que o submeteu ao Comando do Exército, responsável pela decisão final.

Durante a tramitação da ação penal, a carreira militar de Cid ficou suspensa, impossibilitando sua promoção e retirando seu nome das listas de promoção. Além disso, ele ainda pode ser responsabilizado por crime militar em decorrência dos fatos apurados.

Como resultado de um acordo de delação premiada, Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Nesse regime, ele deve cumprir algumas obrigações, mas não está detido.

Cid se destacou por ser o único réu que não recorreu da condenação, iniciando o cumprimento da pena no início de novembro. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica.

Entretanto, ele enfrenta restrições: está proibido de deixar Brasília, não pode sair de casa durante a noite e nos fins de semana, e deve evitar redes sociais e qualquer comunicação com outros réus do processo, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.


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