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Relatório da PF a Mendonça pode definir se caso permanece no STF ou desce à primeira instância

Publicado em 22/02/2026 às 19:57 | Atualizado há 9 horas

O caso do Banco Master inicia a semana em Brasília com uma reunião do relator André Mendonça com a Polícia Federal, que pode resultar na definição sobre a continuidade do inquérito no STF.

O relatório da primeira fase deve ajudar a delimitar o escopo das investigações e a determinar a competência do caso.

Mendonça já reativou perícias, autorizou o acesso a cerca de 100 dispositivos e dispensou Daniel Vorcaro de depor no Congresso.

Na reunião programada para esta segunda-feira (23), o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, receberá o relatório preliminar e discutirá pedidos pendentes e novas diligências, além de revisar as decisões do ex-relator Dias Toffoli.

A Polícia Federal se comprometeu a entregar o balanço no mesmo dia do encontro, que pode decidir se o caso permanecerá no STF ou será remetido à primeira instância.

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Recentemente, Mendonça autorizou a retomada do "fluxo ordinário" de perícias e impôs regras mais restritivas sobre o compartilhamento de informações, priorizando o sigilo.

Toffoli deixou a condução do caso em fevereiro, após a Polícia Federal identificar menções ao ministro em mensagens do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Com Mendonça no comando, o relatório da primeira fase deve servir para esclarecer o alcance das investigações e ajudar na definição da competência. Dependendo das informações consolidadas pela PF e de possíveis ligações com autoridades com foro privilegiado, o inquérito pode continuar no STF ou ser transferido à primeira instância.

No aspecto operacional, a liberação das perícias e o acesso aos dispositivos apreendidos são vistos como fundamentais para a coleta de provas e o suporte a novas diligências.

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O caso também impactou o Congresso. Mendonça decidiu que Vorcaro não precisa comparecer a depoimentos convocados por comissões, como a CPMI do INSS, o que deixa indefinido o cronograma de oitivas e desloca a pressão política por esclarecimentos para outras frentes de apuração.

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia pelo Insper, possui experiência em veículos como Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. Atualmente, é redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas mais admiradas na área de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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