Martinho da Vila Martinho da Vila e Emicida recebem título de Doutor Honoris Causa

Martinho da Vila e Emicida recebem título de Doutor Honoris Causa

MARTINHO DA VLILA E EMICIDA RECEBEM TITULO DE DOUTROR HONORIS CAUSA

Os músicos Martinho da Vila e Emicida receberam, na última semana de novembro, o título de Doutor Honoris Causa, a mais alta honraria acadêmica concedida por universidades e instituições de pesquisa. A conagração foi realizada na quinta-feira (27) no Rio de Janeiro, enquanto que a entrega ocorreu na semana seguinte, no sábado (29), em Porto Alegre.

A HOMENAGEM DE MARTINHO DA VLILA

Em homenagem ao sambista de 87 anos, Martinho da Vila, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) homenageou o músico com o título de Doutor Honoris Causa. A cerimônia, que marcou a quinta-feira (27), foi realizada na sede da universidade, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O sambista recebeu a honraria da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), no sábado (29), em Porto Alegre, no contexto do Festival UFRGS Negra, que teve como tema "A Universidade é Nóiz", inspirado em frase do próprio artista.

EMICIDA: 30 ANOS DE CARreira

O rapper de 40 anos é um dos mais conhecidos do samba brasileiro. Com mais de 50 álbuns lançados, tem em seu repertório clássicos como "Canta Canta", "Minha Gente" e "Disritmia". A conexão do músico com o universo científico apareceu em diferentes momentos, incluindo durante a adolescência, quando formou-se auxiliar de química industrial, e mais recentemente, quando lançou o samba "Benzedeiras Guardiãs", que destaca a sabedoria ancestral e popular no campo da saúde.

A UNIVERSIDADE E O HOMENAGEIO

O vice-reitor, Pedro Costa, destacou que a universidade precisa "dar conta das grandes questões e das grandes injustiças do nosso tempo e precisar ser povoada pela presença das pessoas que foram historicamente excluídas". A proposta de concessão do título a Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, foi feita pela Faculdade de Educação em conjunto com coletivos estudantis e o Movimento Negro Unificado no Rio Grande do Sul, e a aprovação foi unânime no conselho universitário.

A decisão considerou a potência transformadora da cultura hip-hop, a legitimidade dos saberes produzidos na diáspora africana no Brasil e o papel da juventude negra e periférica na construção de um país mais justo.


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