Marina Silva

Marina Silva deve deixar a Rede Sustentabilidade e se candidatar ao Senado por São Paulo

Marina Silva pode deixar a Rede Sustentabilidade e se candidatar ao Senado por São Paulo

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem manifestado divergências com a direção da Rede Sustentabilidade e já descartou a possibilidade de concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados.

Com a resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em se candidatar nas próximas eleições, o nome de Marina tem ganhado destaque nos bastidores como uma forte opção para o Senado Federal em São Paulo. Em conversas com aliados, a ministra já sinalizou que não pretende buscar um novo mandato na Câmara.

Aliados de Marina ressaltam que sua candidatura dependeria de fatores além da decisão de Haddad, como a sua permanência na Rede Sustentabilidade. A relação da ministra com a atual direção do partido tem sido marcada por conflitos internos.

Nesse cenário, partidos da esquerda começaram a se mobilizar para atrair Marina. O Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual ela foi filiada por cerca de 25 anos, já explora a possibilidade de um retorno da ministra à legenda.

Paula Coradi, presidente do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que está federado com a Rede, confirmou que o partido fez um convite a Marina, destacando que seria um grande nome para a disputa ao Senado em SP. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) também está em conversas com aliados de Marina sobre uma possível filiação.

Marina Silva começou sua trajetória política no Acre, onde fundou o PT ao lado do seringueiro e ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988. Em 1989, foi eleita vereadora de Rio Branco (AC) e, posteriormente, atuou como deputada estadual e senadora. Ela também foi ministra do Meio Ambiente durante os primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a 2008.

Candidata à presidência em 2010 pelo Partido Verde, ficou em terceiro lugar e, em seguida, fundou a Rede Sustentabilidade. Nas eleições de 2022, foi eleita deputada federal por São Paulo e, desde então, está licenciada para assumir a chefia do MMA novamente.

Em dezembro do ano passado, o grupo Rede Vive, ligado a Marina, divulgou uma nota criticando as mudanças no estatuto da Rede, que consideram uma “captura institucional” que retira a autonomia de estados e municípios. O grupo expressou preocupação com a nova estrutura hierárquica e vertical do partido, que fere os princípios originais da legenda.

A nota também menciona a abertura de processos de expulsão contra sete dirigentes e o bloqueio de novos registros de filiados. Um dos pontos de maior tensão envolve diretamente Marina, com a criação de uma regra que a prejudica nas eleições de 2026, priorizando parlamentares com pelo menos dois anos de exercício no cargo.

O texto destaca que essa medida é um ataque direto à ministra, que, apesar do seu papel central na agenda socioambiental do país, estaria sendo excluída das prioridades eleitorais. Até o momento, 491 filiados assinaram o documento, incluindo deputados federais e estaduais.

A saída de mais da metade dos ministros para disputar as eleições de 2026 pode provocar mudanças significativas no governo.


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