Marielle Franco

Marielle Franco/ Antes tarde…

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Os irmãos Brazão e seus comparsas foram condenados pelo assassinato.

“O dia que a gente sonhava”, comemorou na entrada do Supremo Tribunal Federal Luyara Franco, filha da vereadora assassinada Marielle Franco. Na quarta-feira, 25, quase oito anos após a emboscada, a Primeira Turma da Corte condenou os cinco réus. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes da execução da vereadora e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, receberam penas totalizando 76 anos e três meses, além de multa de 7 milhões de reais. O delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi absolvido da acusação de homicídio, mas cumprirá 18 anos por corrupção e obstrução da Justiça. O major Ronald Pereira (56 anos) e o policial Robson Fonseca (9 anos) também foram condenados. Segundo a denúncia do Ministério Público, os assassinatos “foram praticados mediante promessa de recompensa e por motivo torpe, com o emprego de recurso que dificultou a defesa dos ofendidos”.

Por votação simbólica, a Câmara dos Deputados reintroduziu vários retrocessos no PL Antifacção que haviam sido corrigidos pelo Senado. Um dos retrocessos esvazia o Fundo Nacional de Segurança Pública ao isentar as bets do pagamento de um imposto que financiaria projetos de combate ao crime. A taxa extra poderia gerar cerca de 30 bilhões de reais por ano. A bancada da jogatina, que tem o presidente da Casa, Hugo Motta, como expoente, conseguiu barrar a cobrança. O PCC agradece. Conceitos equivocados sobre facções, inventados pelo relator Guilherme Derrite, também voltaram ao texto. A lei agora segue para a sanção do presidente Lula.

Três Poderes/ Penduricalhos em pauta

O STF sugere uma regra de transição para pôr fim à farra.

O Judiciário não pode mais fechar os olhos para a mamata.

Na terça-feira, 24, um dia após o ministro Gilmar Mendes reiterar a decisão do colega Flávio Dino e suspender o pagamento de penduricalhos, proventos acima do teto constitucional, no Ministério Público e no Judiciário, uma reunião no STF acertou a criação de uma regra de transição para o fim dos benefícios extravagantes em todos os poderes da República. O encontro contou com a participação de Mendes, Dino, Edson Fachin, presidente da Corte, e Alexandre de Moraes. Também estavam presentes os comandantes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, o vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo. Em nota, o STF afirmou que as regras respeitarão a Constituição e os limites do teto, equivalente ao salário de um magistrado do Supremo, 46 mil reais. Ao suspender os extras indevidos, Mendes criticou as benesses: “A audácia institucional salta aos olhos: trata-se de uma tentativa de colher apenas os bônus do sistema, buscando contornar os ônus que lhe são inerentes”.

Futebol/ A tabela do racismo com a misoginia

Três casos espelham o clima tóxico no esporte, aqui e lá fora.

A Uefa suspendeu provisoriamente o atacante argentino Prestianni, do Benfica, acusado de ofensas racistas contra o brasileiro Vini Jr., do Real Madrid. Se for condenado, o jogador pode ser suspenso por dez jogos e obrigado a pagar multa de 1 milhão de euros. Durante a partida de ida em Lisboa dos play-offs da Champions League, Vini afirmou que Prestianni o chamou de “mono” (macaco) várias vezes. O argentino tentou evitar a leitura labial que confirmaria o insulto, mas sua retratação foi pífia. Inicialmente, disse que tinha chamado Vini de “hermano” e, ao perceber a falta de credibilidade, alegou que o xingou de “maricón”, sugerindo que considera a homofobia menos grave que o racismo. A reação dos jogadores ao redor do mundo foi decepcionante, com exceção de alguns atletas negros franceses, como Henry e Thuram, que condenaram a atitude de Prestianni. No Brasil, o Bragantino anunciou uma punição ao zagueiro Gustavo Marques por declarações misóginas contra Daiane Muniz, árbitra da partida contra o São Paulo. Marques perderá metade do salário do mês, valor que será doado a uma ONG que protege mulheres em situação de vulnerabilidade. A Portuguesa também promete identificar torcedores que cometerem injúria racial contra Hugo Souza, goleiro do Corinthians.

O influenciador Hytalo Santos e seu companheiro Israel Vicente foram condenados pela Justiça da Paraíba por aliciamento de menores. Santos pegou uma pena de 11 anos e 4 meses, enquanto Vicente cumprirá 8 anos e 10 meses. O tribunal negou um pedido de habeas corpus na terça-feira, 24. O advogado da dupla, Sean Kompier Abib, alegou que se trata de perseguição, afirmando que “a decisão representa a vitória do preconceito contra um jovem nordestino, negro e homossexual”.

A morte de El Mencho desencadeia uma vingança do tráfico.

O líder do Cartel Jalisco Nova Geração estava com a cabeça a prêmio.

Desde a operação militar no domingo, 22, que resultou na morte do traficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, o México mergulhou em convulsão social. Bandoleiros bloquearam estradas e impuseram um toque de recolher na área de Jalisco, partindo para o revide contra as forças de segurança. O número de mortos já supera 70. O governo mobilizou 10 mil soldados para desbloquear as estradas e proteger a população local. Mais de 120 voos foram cancelados nos principais aeroportos da região, Guadalajara e Puerto Vallarta. A operação foi uma resposta às pressões da Casa Branca, que ofereceu uma recompensa de 15 milhões de dólares pela prisão ou assassinato de El Mencho. A presidenta **Claudia She


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