María Corina Machado anuncia que voltará a Venezuela “nas próximas semanas”
Retorno de María Corina Machado à Venezuela
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, anunciou no último domingo, 1º de outubro, que planeja retornar ao seu país nas "próximas semanas". Em sua declaração, afirmou que essa volta será para se preparar para "uma nova e gigantesca vitória eleitoral", quase dois meses após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas.
Machado, que deixou a Venezuela em segredo em dezembro, mencionou que há “um roteiro a seguir”, o qual inclui “estabelecer consenso para alcançar a governabilidade durante este processo de transição”.
Diante da pressão dos EUA, forças de segurança cubanas estão deixando o país.
A ex-congressista também se pronunciou sobre o governo da presidente interina Delcy Rodríguez, afirmando que eles buscam ganhar tempo para que nada mude, mas ressaltou que "tudo mudou". Segundo ela, é necessário avançar com o desmantelamento da repressão e a recuperação econômica do país.
Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, Machado disse: “Voltarei à Venezuela em algumas semanas. Quero fazer isso, assim como centenas e milhares de exilados ao redor do mundo. Chegaremos para nos abraçar, para trabalhar juntos, para garantir uma transição ordenada, sustentável e imparável para a democracia. Preparemo-nos; uma grande tarefa nos aguarda, a liberdade está próxima”.
A CNN já enviou um pedido de esclarecimentos ao governo venezuelano sobre as declarações de Machado e aguarda uma resposta.
Além disso, Machado destacou que, durante a operação militar de 3 de janeiro, "nenhum presidente legítimo foi capturado", uma vez que, segundo ela, a oposição venceu as eleições presidenciais de julho de 2024, nas quais as autoridades eleitorais declararam Maduro o vencedor.
Nas últimas semanas, a líder da oposição também se reuniu nos EUA com o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio, diversos congressistas e ministros de Relações Exteriores de outros países, além de líderes políticos e organizações de direitos humanos.
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