Marco Rubio depôs ao Senado americano sobre a Venezuela e o Irã; entenda
Marco Rubio depõe ao Senado sobre Venezuela e Irã
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou de uma audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado na quarta-feira (28), onde depôs por quase três horas. A seguir, estão os principais destaques de sua fala.
Rubio defendeu as ações do governo Trump em relação ao governo interino da Venezuela, que é liderado por ex-integrantes do governo Maduro. Ele destacou os avanços alcançados e mencionou que as autoridades interinas estão sob vigilância constante. O secretário enfatizou que os EUA adotam uma abordagem em fases para promover a transição para a democracia na Venezuela.
“Isto não é uma refeição congelada, que você coloca no micro-ondas e em dois minutos e meio está pronta para comer. São coisas complexas”, afirmou Rubio.
Além disso, ele reiterou sua posição sobre a decisão de não buscar autorização do Congresso nem avisar o Capitólio acerca da operação militar que resultou na deposição de Nicolás Maduro.
Sobre o Irã, Rubio ponderou que “ninguém sabe” quem assumiria o poder caso o líder supremo do país fosse deposto. Ele reconheceu que a situação seria mais complexa do que a ocorrida na Venezuela.
“Não acho que alguém possa lhe dar uma resposta simples sobre o que aconteceria a seguir no Irã se o líder supremo e o regime caíssem”, declarou.
Em relação às ameaças do Irã de uma resposta militar “poderosa” após as declarações de Trump, Rubio mencionou que os EUA poderiam, “se necessário, prevenir de forma preventiva um ataque contra milhares de militares americanos e outras instalações na região e contra nossos aliados”, mas expressou a esperança de que a situação não chegue a esse extremo.
Rubio também abordou a Groenlândia, afirmando que as coisas estão “em um bom momento agora” e que novas discussões técnicas começariam “hoje”, estabelecendo um processo regular.
Quanto à guerra na Ucrânia, ele comentou que as negociações giram em torno da “reivindicação territorial sobre Donetsk”.
“Sei que há um trabalho ativo em andamento para tentar ver se as posições de ambos os lados podem ser conciliadas. Ainda é uma ponte que não cruzamos”, observou, descrevendo as discussões como dinâmicas e de ritmo acelerado. Rubio afirmou que garantias de segurança já foram acordadas do lado dos EUA, mas ressaltou que elas só entrarão em vigor quando a guerra terminar.
Por fim, Rubio expressou que o governo Trump deseja ver uma mudança de regime em Cuba, mas destacou que isso não significa que irão promover essa mudança ativamente.
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