Março pode ser o melhor mês para auroras em mais de 10 anos
Melhor mês para auroras em mais de uma década
Março de 2026 promete ser um mês excepcional para observar as impressionantes auroras boreais, fenômeno popularmente conhecido como “luzes do norte”. A combinação do pico do ciclo solar com as condições magnéticas típicas desse mês cria um ambiente particularmente propício, algo que não se via com tanta intensidade desde o último período de máxima atividade solar em 2014.
Cientistas estão atentos a esse momento, pois o atual ciclo solar está em uma fase elevada, resultando em um aumento na frequência de tempestades geomagnéticas. Quando essa elevação se alinha com o fenômeno do equinócio de março, as chances de auroras mais fortes e frequentes aumentam, tornando este mês estratégico para os observadores.
Março de 2026 pode ser o melhor mês para auroras desde 2014.
Pico do ciclo solar intensifica tempestades geomagnéticas.
Equinócio facilita a entrada de partículas solares na atmosfera.
Regiões polares oferecem as melhores oportunidades de observação.
O fenômeno das auroras
As auroras ocorrem quando partículas carregadas, liberadas pelo Sol, chegam à Terra. Ao se aproximarem, elas são direcionadas pelo campo magnético terrestre em direção às regiões polares, onde resulta em um espetáculo luminoso.
Essas partículas colidem com gases na atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, liberando energia na forma de luz. Esse processo gera faixas coloridas que podem variar entre tons de verde, vermelho, rosa e violeta. No Hemisfério Norte, o fenômeno é chamado de aurora boreal, enquanto no Hemisfério Sul, é conhecido como aurora austral.
A intensidade das cores está diretamente ligada à força das emissões solares. Quanto maior a atividade solar, maior a quantidade de partículas lançadas ao espaço, o que aumenta a possibilidade de auroras mais vibrantes.
Alinhamento magnético em março
Março é marcado pelo equinócio, que indica o início do outono no Hemisfério Sul e da primavera no Hemisfério Norte. Durante esse período, a posição da Terra em relação ao Sol favorece a interação entre o campo magnético terrestre e o vento solar. Segundo o guia de observação InTheSky.org, às 11h48 (horário de Brasília) do dia 20, o Sol cruzará o equador celeste, oficializando essa mudança de estação. Esse alinhamento magnético facilita a entrada de partículas solares na atmosfera, aumentando as chances de auroras, mesmo quando a atividade solar não está no auge.
Com o ciclo solar nº 25 em fase ativa, essa combinação se torna ainda mais significativa. O ciclo dura cerca de 11 anos, alternando entre períodos de baixa e alta atividade. Durante o máximo solar, há um aumento em manchas solares e explosões na superfície do Sol, intensificando as tempestades geomagnéticas. Essa soma de fatores torna março um mês promissor para a observação.
Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), vinculado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), o Ciclo Solar 26 deve começar entre janeiro de 2029 e dezembro de 2032. A previsão indica que, nesse período, a atividade solar tende a permanecer em níveis baixos, típicos da transição entre ciclos.
As melhores áreas para observar auroras estão em altas latitudes. Países como Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia e Canadá, além do estado do Alasca, possuem locais privilegiados para essa observação.
Apesar das previsões favoráveis, a ocorrência do fenômeno depende de condições específicas. Um céu limpo, pouca iluminação artificial e o monitoramento da atividade solar são fatores decisivos. Aplicativos como Aurora Now e serviços especializados ajudam a acompanhar alertas em tempo real.
As auroras não seguem um horário fixo, mas, quando aparecem, transformam o céu em um espetáculo natural impressionante.
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