Manifestantes indígenas deixam terminal da Cargill no Pará
Os grupos indígenas que estavam ocupando o terminal portuário da Cargill em Santarém, no Pará, desocuparam o local após a revogação do Decreto nº 12.600 pelo governo federal. Este decreto incluía as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).
A empresa informou que o acesso de caminhões ao terminal estava interrompido há aproximadamente 30 dias. Em comunicado divulgado na quinta-feira (26), a Cargill destacou que agora se concentra na retomada de suas operações.
A revogação do decreto foi criticada pela ATP, que considera um retrocesso. Já a FPA expressou sua insatisfação com a decisão do governo sobre as concessões das hidrovias no Tapajós.
Apesar das mudanças, os estudos para as concessões hidroviárias seguirão em frente, mesmo sem a existência do decreto.
“Estamos focados em retomar as operações para que possamos continuar trabalhando ao lado de agricultores, clientes e parceiros, ajudando a transportar alimentos com segurança e confiabilidade para onde são necessários. Agradecemos a resiliência demonstrada por nossos funcionários durante a interrupção das operações do terminal em Santarém”, destacou a empresa em sua nota.
Não foram fornecidos detalhes sobre os possíveis impactos logísticos acumulados durante o período de bloqueio.
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