Silas Malafaia

Malafaia critica Paulo Figueiredo por fala sobre Eduardo

Troca de acusações entre Paulo Figueiredo e Silas Malafaia

Na última terça-feira, 24, o blogueiro Paulo Figueiredo e o pastor Silas Malafaia se envolveram em uma polêmica nas redes sociais, após divergências sobre declarações relacionadas ao senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Malafaia sugeriu que Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), poderia ajudar mais seu irmão se permanecesse em silêncio. Essa afirmação foi feita ao Metrópoles, após Eduardo criticar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por não demonstrar apoio suficiente à candidatura de Flávio.

Figueiredo rebatou, questionando por que Malafaia não apoia a campanha de Flávio e, ao mesmo tempo, se sente à vontade para dar conselhos sobre como ele deveria ser apoiado. Em tom irônico, Paulo comentou que isso era "um avanço" e sugeriu que o pastor "amadurecesse as ideias", insinuando um possível alinhamento entre eles.

Após essa troca, o líder religioso respondeu chamando Figueiredo de "filhote de ditadura" e de "9 do Lula", alegando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria grato pela atuação de Paulo junto ao governo dos Estados Unidos.

Nos EUA, onde se encontrou com Eduardo, Figueiredo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por articular sanções contra o Brasil e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), buscando benefícios tanto para Jair Bolsonaro quanto para ele mesmo.

Em uma ironia, Figueiredo postou uma foto de Malafaia com Lula, questionando se o pastor havia sido "hackeado" pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Malafaia, por sua vez, chamou Paulo de "cínico e mentiroso", lembrando que apoiou o governo petista há 24 anos.

Ainda em fevereiro, Malafaia havia se envolvido em uma controvérsia com a senadora e ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF) durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

No dia 11, Damares afirmou em entrevista ao SBT News que a CPMI havia identificado a participação de igrejas em fraudes contra aposentados, acrescentando que a comissão estava descobrindo "lugares que a gente jamais imaginava".

Essa declaração gerou uma reação de Malafaia, que criticou a senadora por não apresentar nomes e a chamou de "leviana linguaruda". O pastor ainda pediu que Damares indicasse quais líderes teriam solicitado que a comissão não investigasse o assunto.

No dia 14, Damares divulgou uma nota afirmando que suas declarações eram baseadas em discussões oficiais da CPMI e que a eventual participação de igrejas em fraudes causava "profundo desconforto e tristeza". Ela ressaltou que a comissão tem o dever constitucional de investigar os fatos com responsabilidade.

A senadora também apresentou uma lista de requerimentos mencionando igrejas e líderes religiosos. Após isso, Malafaia criticou o documento, afirmando que ele continha "o nome de um grande líder e nenhum nome de grande igreja", considerando novamente as acusações como "levianas".


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